Quarta-feira, 27 de maio de 2026

Rio Grande do Sul registra avanço no IDHM e consolida recuperação social e econômica

O Rio Grande do Sul alcançou Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,818 em 2024 e passou a integrar oficialmente a faixa de muito alto desenvolvimento humano, segundo dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

As informações constam no Radar IDHM 2024, estudo que acompanha indicadores sociais e econômicos do país. O levantamento aponta que o estado apresentou crescimento consistente nos últimos anos, consolidando uma trajetória de recuperação após os impactos econômicos e sociais registrados durante a pandemia.

Entre 2021 e 2024, o índice gaúcho avançou de 0,772 para 0,818, crescimento nominal de 0,046 ponto, equivalente a 5,9%. Em 2012, o IDHM do Rio Grande do Sul era de 0,753.

A Região Metropolitana de Porto Alegre também apresentou evolução expressiva no período. O índice da região passou de 0,775 em 2021 para 0,831 em 2024, avanço de 7,2%, consolidando-se igualmente na faixa de muito alto desenvolvimento humano.

Segundo o levantamento, a melhora foi impulsionada por avanços em indicadores de renda, educação e expectativa de vida. Apesar disso, o estudo ressalta que ainda há desafios relacionados à desigualdade social dentro das regiões metropolitanas.

No cenário nacional, o Brasil atingiu IDHM de 0,805 em 2024 e entrou, pela primeira vez, no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano. O país havia registrado quedas significativas nos indicadores durante os anos de 2020 e 2021, período marcado pelos efeitos da pandemia de Covid-19.

A recuperação começou a ganhar força em 2022. O índice nacional passou de 0,788 naquele ano para 0,798 em 2023, chegando ao atual patamar em 2024.

O estudo também apontou redução das desigualdades raciais no país. De acordo com o Radar IDHM, a população negra apresentou crescimento do desenvolvimento humano quase duas vezes superior ao registrado pela população branca entre 2012 e 2024.

Enquanto o avanço da população negra foi de 10,3% no período, entre a população branca o crescimento ficou em 5,5%. Com isso, a distância entre os dois grupos caiu de 14% para 9% ao longo da série histórica.

O levantamento mostra ainda que todas as unidades da Federação registraram crescimento no IDHM entre 2012 e 2024. Os maiores avanços proporcionais ocorreram em estados do Nordeste, especialmente Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte.

Ao todo, dez estados brasileiros atingiram em 2024 o nível considerado de muito alto desenvolvimento humano.

Entre as regiões metropolitanas analisadas pelo estudo, os melhores resultados foram registrados em Florianópolis, com índice de 0,874, e Curitiba, com 0,856.

Já os menores índices foram observados nas regiões metropolitanas de Macapá, com 0,762, e Maceió, que registrou 0,776.

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