Sábado, 20 de julho de 2024

Rússia acusa a Otan de retomar táticas da Guerra Fria

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko, acusou a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de retomar táticas da Guerra Fria ao realizar um grande exercício militar.

“Um exercício dessa escala marca o regresso final e irrevogável da Otan às estratégias da Guerra Fria, quando o processo de planejamento militar, os recursos e as infraestruturas estavam sendo preparados para o confronto com a Rússia”, declarou o vice-ministro à agência de notícias estatal RIA no domingo (21).

“Esses exercícios são outro elemento da guerra híbrida desencadeada pelo Ocidente contra a Rússia”, prosseguiu Grushko. Na semana passada, a Otan anunciou a convocação de 90 mil soldados de países membros da aliança e da Suécia.

A aliança militar aponta a a Rússia como a ameaça mais significativa e direta à segurança dos membros da organização. Os militares participarão de uma série de exercícios conjuntos que trabalharão com o cenário de um “ataque russo”, segundo o comandante-geral da Otan na Europa, general Christopher Cavoli.

“O exercício será o maior da Otan em décadas, com 90 mil soldados de todos os 31 aliados e da Suécia. Demonstrará a nossa unidade transatlântica, força e capacidade de mobilizar forças rapidamente, ao longo de milhares de quilômetros, em quaisquer condições”, informou a organização.

A Otan prevê que uma invasão a qualquer um dos seus membros implica automaticamente em uma resposta de tropas de todos os países do grupo. Quando invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022, a Rússia alegou estar se defendendo diante de uma ameaça da Otan, que travava conversas com o governo ucraniano para uma possível entrada do país no bloco.

As negociações foram interrompidas desde então, mas, após a guerra estourar, a Finlândia, vizinha da Rússia e com quem compartilha uma fronteira de mais de 1.300 quilômetros de extensão, decidiu ingressar na Otan.

A convocação para o exercício militar da Otan ocorre também no momento em que a Rússia intensificou ataques aéreos a grandes cidades na Ucrânia, em uma tentativa de mostrar força após meses sem conseguir avançar nas linhas de frente de batalha.

Atualmente, soldados russos controlam cerca de 20% do território ucraniano, em áreas no Leste e no Sul do país.

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