Quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

loader

Rússia testa míssil de cruzeiro hipersônico Zircon

O Exército da Rússia anunciou nesta segunda-feira (29) que teve sucesso em um novo teste do míssil de cruzeiro hipersônico Zircon, em mais um episódio na corrida por esse tipo de armamento que envolve potências como China e Estados Unidos.

O anúncio ocorre uma semana após uma reportagem do jornal Financial Times revelar que a China lançou, em julho, um míssil hipersônico capaz de lançar um projétil por meio de uma tecnologia que nenhum país conseguiu até o momento, o que levou especialistas e autoridades a tentar entender como Pequim realizou a façanha.

Em um comunicado, o Exército russo afirmou que o míssil Zircon foi lançado a partir da fragata Almirante Gorchkov contra um alvo em águas do Mar Branco, no Ártico. O disparo foi um “êxito” e o alvo, localizado a mais de 400 km, foi “destruído”, segundo o texto.

Um vídeo divulgado pelo Ministério da Defesa mostra o artefato levantando voo em meio a um flash de luz, seguido por um rastro de fumaça no meio da noite.

Mísseis hipersônicos podem viajar a mais de cinco vezes a velocidade do som e, como são de “cruzeiro”, também têm a capacidade de manobrar em pleno voo, o que torna sua interceptação muito difícil.

Corrida pelo armamento

Além de Rússia, China e EUA, a Coreia do Norte e pelo menos outros quatro países estão trabalhando na tecnologia de mísseis hipersônicos. Medidas contraofensivas, no entanto, indicariam que as ferramentas chinesas são mais avançadas que as de outras nações.

Em setembro, a Coreia do Norte disse que testou com sucesso um novo míssil hipersônico. Em julho, foi a vez da Rússia, que anunciou que seu míssil havia sido lançado de uma fragata no Mar Branco, na costa noroeste da Rússia.

O Pentágono afirmou que a China está acelerando sua produção de armas nucleares de maneira muito rápida e que teria “duplicado” seu arsenal em apenas um ano.

De acordo com relatório publicado no início de novembro deste ano, nesse ritmo o país asiático deverá ter 700 ogivas nucleares até 2027 e cerca de 1 mil em 2030. Além disso, os chineses estariam construindo três bases de lançamento para seus ICBMs (míssil balístico intercontinental, na sigla em inglês).

Embora os números sejam significativamente menores do que os dos atuais arsenais nucleares dos EUA, que têm 3.750 ogivas prontas para uso, eles representam uma mudança significativa na projeção de Washington em relação ao ano passado, quando o governo estimou que o arsenal chinês ultrapassaria 400 ogivas até o final da década.

Anunciado pelo Exército russo nesta segunda-feira, o Zircon já havia passado por vários testes nos últimos anos, incluindo outro lançamento a partir do Almirante Gorshkov e de um submarino submerso.

Em 2018, o presidente Vladimir Putin, durante um discurso de estado à nação, revelou novas armas hipersônicas, incluindo o Zircon, ao afirmar que pode atingir alvos em mar e terra, a mil quilômetros de distância. Na ocasião, Putin disse que seria possível atingir “quase qualquer ponto do mundo” e escapar de “um escudo antimísseis construído pelos EUA”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de em foco

Viagem para a Europa: veja o que muda com as novas restrições da quarta onda de coronavírus
Saiba o que muda nas regras do vale-refeição do governo
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play