Quarta-feira, 02 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 1 de setembro de 2026
O escritório de advocacia comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi citado nessa terça-feira (1º) em documentos e mensagens reunidos nas investigações sobre o Banco Master, seu fundador, Daniel Vorcaro, e a relação do banqueiro com o ministro.
Registros obtidos pela Polícia Federal (PF) apontam que Alexandre de Moraes aparece como responsável pela última modificação de uma minuta de contrato estimada em cerca de R$ 130 milhões entre o escritório de Viviane e Daniel Vorcaro. Em nota, o escritório afirma que consultou o ministro para obter informações sobre a eventual existência de impedimentos legais relacionados à contratação.
Em outra frente da investigação, mensagens tornadas públicas mostram que Vorcaro classificou o pagamento destinado ao escritório como o “mais importante” que tinha. Os registros fazem parte do material reunido pela Polícia Federal no âmbito das apurações relacionadas ao Banco Master.
Viviane Barci de Moraes é advogada e comanda o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, com sede em São Paulo. O escritório atua em áreas como direito constitucional, administrativo, penal e empresarial. Dois dos três filhos de Viviane com Alexandre de Moraes também são sócios da banca.
Além da formação em Direito, Viviane é publicitária e sócia da Lex Instituto de Estudos Jurídicos. Em setembro do ano passado, ela foi sancionada pelo governo dos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky, medida que atingiu também o ministro Alexandre de Moraes.
As sanções aplicadas a Viviane bloquearam possíveis bens e empresas ligadas a ela nos Estados Unidos e a impediram de realizar transações com cidadãos e empresas norte-americanas. As medidas foram retiradas em dezembro de 2025.
Na época da aplicação das sanções, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que a ação contra Viviane foi tomada porque ela fornecia uma “rede de apoio financeiro” ao marido, que havia sido sancionado pelo governo norte-americano em julho daquele ano.
O nome de Viviane também aparece em outros documentos reunidos pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero. Segundo a investigação, ela mantinha contato direto com Daniel Vorcaro e participou de tratativas relacionadas a contratos firmados entre o escritório Barci de Moraes e empresas ligadas ao banqueiro.
As informações sobre a relação entre o escritório, Vorcaro e o ministro fazem parte do conjunto de documentos e mensagens analisados pela Polícia Federal nas investigações. Os registros mencionados apontam para a participação do escritório em tratativas contratuais com empresas relacionadas ao fundador do Banco Master. (Com informações do portal de notícias g1)