Terça-feira, 01 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 1 de setembro de 2026
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve o quinto melhor desempenho entre 50 países e economias analisados pela agência de classificação de risco Austin Rating no segundo trimestre de 2026. O levantamento considera a variação da atividade econômica em relação aos três primeiros meses do ano.
Segundo os dados das Contas Nacionais Trimestrais divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre, na comparação com o primeiro trimestre de 2026.
O resultado colocou o Brasil entre as economias com maior expansão no período. Apenas quatro países apresentaram crescimento superior: Irlanda, com alta de 1%; Indonésia, com 0,9%; Angola, com 0,7%; e Malásia, com avanço de 0,6%.
O desempenho brasileiro ficou acima do registrado por algumas das principais economias desenvolvidas e emergentes. Nos Estados Unidos, o PIB avançou 0,4% no segundo trimestre. A Alemanha teve crescimento de 0,1%, enquanto a Itália apresentou estabilidade, com variação de 0%. No México, a economia cresceu 0,3%, e no Reino Unido, 0,1%.
O resultado também ocorre em um cenário de juros elevados no Brasil. A taxa básica de juros, a Selic, permanece em patamar elevado, condição que tende a aumentar o custo do crédito e afetar o consumo e os investimentos. Mesmo nesse ambiente, a economia brasileira manteve crescimento no segundo trimestre.
O desempenho do PIB também influencia as projeções para a posição do Brasil no ranking das maiores economias do mundo. De acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), compiladas pelo economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, o país deverá encerrar 2026 na 10ª colocação entre as maiores economias globais.
O Brasil ocupava a 11ª posição em 2025. A mudança prevista para este ano está relacionada tanto ao crescimento da economia brasileira quanto à evolução do PIB dos demais países e às variações cambiais, já que o ranking é calculado em dólares.
As projeções indicam ainda uma melhora da posição brasileira nos anos seguintes. Em 2027, o país poderá alcançar a nona colocação entre as maiores economias do mundo quando considerado o tamanho do PIB convertido para dólares.
O avanço de 0,5% registrado entre abril e junho mantém a trajetória de expansão da economia brasileira, embora em ritmo inferior ao observado em períodos de crescimento mais acelerado. A divulgação do IBGE inclui informações sobre os diferentes componentes da atividade econômica e será utilizada como referência para novas revisões das projeções para o crescimento do país em 2026.
O resultado brasileiro no segundo trimestre também ocorre em meio a um cenário internacional de crescimento desigual. Enquanto algumas economias apresentaram expansão mais forte, outras registraram avanços modestos ou estabilidade, como Alemanha e Itália. Nesse contexto, o Brasil ficou entre os países com maior crescimento no período analisado pela Austin Rating.