Terça-feira, 01 de setembro de 2026

Dólar cai para R$ 5,15 e Bolsa sobe 1,27%, na 10ª alta consecutiva

O dólar fechou em queda de 0,47% nesta terça-feira (1º), cotado a R$ 5,1556. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subiu 1,27%, aos 179.722 pontos, e registrou a décima alta consecutiva. O índice encerrou o pregão no maior nível desde maio.

O desempenho da Bolsa foi influenciado principalmente pela valorização das ações de empresas ligadas ao setor de petróleo, em meio à forte alta da commodity no mercado internacional. Os papéis da Petrobras avançaram mais de 3% durante o pregão, acompanhando a valorização do barril.

No mercado internacional, o petróleo Brent, referência para os preços da commodity, fechou em alta de 4,6%, a US$ 94,65 por barril. A valorização ocorreu em meio ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, cenário que elevou a preocupação dos investidores com a oferta mundial de petróleo.

O movimento da moeda norte-americana também ocorreu em sentido contrário ao observado no exterior. O dólar se fortaleceu diante de outras moedas importantes, mas perdeu valor frente ao real ao longo do pregão, em um movimento associado, entre outros fatores, ao retorno de recursos estrangeiros para o mercado brasileiro.

No acumulado de 2026, o Ibovespa registra valorização de 10,11%. Em agosto, porém, o índice havia encerrado o mês praticamente estável, com queda de 0,3%. O desempenho de setembro começa, portanto, com uma sequência positiva de dez sessões.

O mercado também reagiu nesta terça-feira aos dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano. O resultado representou desaceleração em relação ao primeiro trimestre, quando o PIB havia avançado 1,1%.

Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 3,4 trilhões entre abril e junho. Entre os principais setores da economia, a Agropecuária teve o melhor desempenho, com crescimento de 2,8%. Os Serviços avançaram 0,2%, enquanto a Indústria registrou alta de 0,1%.

Pelo lado da demanda, os investimentos cresceram 1,2% e o consumo do governo aumentou 0,4%. O consumo das famílias, por outro lado, recuou 0,4%. As exportações caíram 0,8%, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB brasileiro cresceu 2%. A Agropecuária teve expansão de 6,8%, enquanto Indústria e Serviços avançaram 1,5% cada. O consumo das famílias cresceu 0,5%, o consumo do governo aumentou 3,1% e os investimentos tiveram alta de 1,4%.

Os dados de atividade econômica passaram a ser avaliados pelos investidores também sob a perspectiva da política monetária. A desaceleração do PIB pode reforçar as expectativas de continuidade do ciclo de redução dos juros, embora as decisões do Banco Central dependam também da trajetória da inflação e das expectativas para os preços.

No cenário fiscal, os investidores acompanharam ainda a proposta de Orçamento da União para 2027, encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional. O projeto prevê superávit primário de R$ 18,6 bilhões, que seria o primeiro resultado positivo das contas públicas após quatro anos de déficit.

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