Quarta-feira, 22 de abril de 2026

Secretaria da Agricultura emite alerta sanitário para raiva em herbívoros no Noroeste gaúcho

A Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) emitiu alerta sanitário para risco de raiva em herbívoros nos municípios de Tiradentes do Sul e São Nicolau (Noroeste gaúcho). O motivo é o registro de focos da doença, considerando-se o grande número de animais com sinais de mordida por morcego hematófago (que se alimenta de sangue), cujos refúgios são agora alvo de busca.

Além disso, o documento destaca possível evolução dos focos para áreas próximas na região. Na lista estão Esperança do Sul, Crissiumal, Derrubadas, Pirapó, Garruchos e Dezesseis de Novembro, dentre outros.

O coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora da Seapi, Wilson Hoffmeister, ressalta que equipes estão agindo para localizar refúgios dos morcegos-vampiros e atuar na prevenção à raiva, que se dá por meio do controle desses animais e da conscientização dos produtores sobre a importância da vacinação dos rebanhos:

“Nossas equipes trabalham no monitoramento de focos, atendimento de casos suspeitos e adoção de medidas sanitárias rápidas para evitar a disseminação da doença. Essa é uma ação contínua e que depende da parceria com os produtores, bem como da comunicação ágil a respeito de qualquer ocorrência, a fim de garantir proteção da pecuária e segurança sanitária no Estado”.

Orienta-se aos produtores rurais que, ao encontrarem refúgios de hematófagos, não tentem capturá-los por conta própria. Deve-se comunicar imediatamente a localização à Inspetoria ou ao Escritório de Defesa Agropecuária do respectivo município.

Alguns esconderijos habituais da espécie de morcego transmissor da raiva (“Desmodus rotundus”) são troncos ocos de árvores, cavernas, fendas de rochas, furnas, túneis e casas abandonadas, dentre outros.

A captura dos animais é realizada somente pelos Núcleos de Controle da Raiva do Estado, devidamente capacitados e vacinados contra a raiva. As equipes são acionadas pelas regionais da Seapi sempre que há laudo positivo para raiva em herbívoro ou altos índices de mordedura em animais de produção (tais como bovinos, equinos, ovinos e suínos) em determinada região. Mais informações estão disponíveis no site agricultura.rs.gov.br.

Gripe aviária

Já no que se refere à gripe aviária, em 16 de abril o governo gaúcho deu por encerrado o foco de gripe aviária na Reserva Ecológica do Taim, em Santa Vitória do Palmar (Sudeste do Estado). A medida se deu após 28 dias sem novos registros de aves mortas. Após o encerramento do período, a área de preservação – fechada desde 3 de março – foi reaberta à visitação.

A situação havia sido constatada no final de fevereiro, quando técnicos recolheram sem vida, na Lagoa da Mangueira, aves silvestres da espécie conhecida como “cisne-coscoroba”. A partir da confirmação do foco, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), mobilizou equipes para a região, utilizando barcos e drones para monitoramento de animais. Dentre as prioridades estavam a de identificar sinais clínicos e novos casos fatais.

Foram realizadas 95 ações de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Além disso, 22 fiscalizações tiveram como alvo granjas avícolas localizadas em municípios da região, a fim de verificar as medidas de biosseguridade adotadas.

Também conhecida como “influenza aviária”, trata-se de doença viral altamente contagiosa e que afeta principalmente aves. Mas também pode infectar mamíferos como cães e gatos, outros animais e, mais raramente, humanos.

As recomendações incluem evitar a aproximação e tentativas de socorro a animais feridos ou doentes, bem como o contato com animais mortos. Todas as suspeitas, que incluem sinais respiratórios ou neurológicos e mortalidade (alta e súbita) em aves, devem ser notificadas imediatamente à Seapi, na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima, por meio do número (51) 98445-2033 de whatsapp.

(Marcello Campo

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