Quarta-feira, 22 de julho de 2026

Com Messi e sem brasileiros, Fifa divulga a seleção ideal da Copa do Mundo

Com Messi, Mbappé e Vozinha, a Fifa anunciou nesta quarta-feira (22) a seleção ideal da Copa do Mundo de 2026. A escalação foi escolhida por meio de uma votação popular no site da entidade. O Brasil ficou sem nenhum nome na escalação ideal, enquanto Vozinha é o único atleta de uma equipe africana. O goleiro, inclusive, foi o jogador com maior porcentagem de votos de toda a seleção (39,6%).

A Espanha, campeã do torneio, ficou com três representantes no time: os laterais Cucurella e Pedro Porro e o volante Rodri, eleito pela Fifa o melhor jogador da Copa. Unai Simón, escolhido oficialmente como o melhor goleiro da competição, deu lugar a Vozinha na seleção ideal. Já o zagueiro Cubarsí, o melhor jovem do Mundial, também ficou fora — Lisandro Martínez e Upamecano formam a dupla de zaga.

Os artilheiros Mbappé (dez gols) e Messi (oito), comandam o ataque ao lado de Erling Haaland, da Noruega, que balançou as redes sete vezes na Copa — inclusive duas contra o Brasil. A principal ausência entre os atacantes foi a do inglês Harry Kane, com seis gols, que acabou perdendo a disputa com o norueguês.

Já no meio-campo, Olise — principal garçom do torneio, com sete assistências — e Bellingham completam o time ao lado de Rodri.

Assim, a Espanha fica empatada com a França (Olise, Upamecano e Mbappé) na seleção, com três representantes cada. A vice Argentina é a segunda com mais jogadores, com dois (Messi e Lisandro Martínez).

Interesse

A Copa do Mundo com o maior número de seleções da história terminou domingo (19) como aquela com mais alto nível de interesse de buscas mundialmente desde 2004. Em relação à edição anterior do torceio, a Copa do Qatar, em 2022, o alcance foi quase o dobrou (94%), de acordo com dados do Google Trends.

A Guatemala –cuja seleção não se classificou– foi onde o assunto foi mais popular, proporcionalmente. Em relação aos países sede, o México foi onde a Copa gerou mais interesse. O Canadá teve 62% do interesse mexicano, enquanto os Estados Unidos teve pouco menos da metade, 47%.

Para o professor de marketing esportivo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) Ivan Martinho, o cenário reflete tanto o planejamento da Fifa voltado a transformar a Copa no maior evento esportivo do mundo, trazendo mais países para a disputa, quanto uma mudança em relação ao papel do torneio.

“Historicamente, a Copa era um produto de transmissão, em que as pessoas assistiam aos jogos, depois comentavam, pintavam as ruas e torciam. Hoje é um evento de participação, as pessoas querem comentar nas redes sociais e fazer conteúdo e as marcas patrocinadoras entram nessas conversas. Não fica mais circunscrito ao jogo”, diz.

Embora tenha perdido a Copa e a disputa pela artilharia do torneio, foi o argentino Lionel Messi, 38, aquele que alcançou a maior média de interesse no Brasil, entre estrelas das cinco seleções que lideram o ranking da Fifa (Federação Internacional de Futebol) e outros destaques do torneio. (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)

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