Sábado, 25 de julho de 2026

Ancelotti nega mudança para Seleção da Itália e segue como técnico do Brasil

Foi divulgado nesta semana que o diretor técnico da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Paolo Maldini, procurou Carlo Ancelotti, atual treinador da Seleção Brasileira, e Pep Guardiola, ex-comandante do Manchester City, para assumir o comando da seleção italiana. A iniciativa ocorreu após a Itália ficar fora da Copa do Mundo de 2026, resultado que levou a entidade a iniciar a busca por um novo técnico. Apesar da investida, Ancelotti reafirmou seu compromisso com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e descartou um retorno ao futebol de seu país neste momento.

A movimentação da federação aconteceu depois da eliminação italiana na disputa por uma vaga na Copa do Mundo. Com o resultado negativo diante da Bósnia e Herzegovina na repescagem, Gennaro Gattuso deixou o cargo de treinador da equipe em abril, abrindo espaço para que a FIGC iniciasse conversas com possíveis substitutos. Entre os primeiros nomes escolhidos estavam justamente Ancelotti e Guardiola, considerados pela direção da entidade como os principais treinadores disponíveis no cenário internacional.

Em entrevista à imprensa internacional, Paolo Maldini comentou a estratégia adotada pela federação para encontrar o novo comandante da seleção italiana. Segundo ele, a decisão de iniciar as consultas pelos técnicos mais renomados foi natural diante da importância do momento vivido pela equipe nacional. “Pareceu certo começar com os melhores do mundo”, afirmou o dirigente. Na mesma conversa, ele classificou o convite como um verdadeiro “chamado às armas” e acrescentou que, tradicionalmente, “quando a Itália chama, é difícil dizer não”.

Apesar do otimismo demonstrado por Maldini, as negociações não avançaram da forma esperada. De acordo com informações divulgadas pela imprensa italiana, Pep Guardiola deixou de ser uma opção viável principalmente por questões financeiras. A Federação Italiana teria apresentado uma proposta salarial de 10 milhões de euros por temporada, mas o treinador espanhol teria solicitado aproximadamente o dobro desse valor, inviabilizando um acordo entre as partes.

No caso de Carlo Ancelotti, o desfecho foi diferente. Segundo os relatos publicados na Itália, o treinador comunicou à CBF sobre o contato recebido e reforçou que pretende cumprir o contrato firmado com a entidade brasileira. O vínculo do técnico com a Seleção Brasileira tem duração até 2030, e Ancelotti não demonstrou interesse em interromper o trabalho para assumir a seleção italiana. Atualmente em período de férias no Canadá, o treinador tem retorno previsto para agosto, quando deverá iniciar a preparação da equipe para os dois amistosos marcados contra a Austrália.

A ausência da Itália na Copa do Mundo de 2026 ampliou um período de dificuldades da tradicional seleção europeia. Tricampeã mundial, a equipe não consegue disputar um Mundial desde a edição de 2014, realizada no Brasil. Desde então, acumulou eliminações nas etapas classificatórias e voltou a ficar fora da principal competição do futebol internacional.

Já a Seleção Brasileira também encerrou sua participação na Copa de 2026 antes do esperado. A equipe foi eliminada nas oitavas de final após derrota para a Noruega, resultado que provocou críticas direcionadas tanto ao trabalho de Carlo Ancelotti quanto ao desempenho apresentado pelos jogadores durante o torneio. (Com informações do portal da revista Veja)

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