Quinta-feira, 09 de dezembro de 2021

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Secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia pede demissão

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, José Mauro Coelho, pediu demissão do cargo. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (21) pela assessoria de imprensa da pasta.

“Após cerca de 14 anos no serviço público, dos quais quatro como Diretor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e um ano e meio como Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Ferreira Coelho deixa o serviço público”, diz o ministério em nota.

Mauro Coelho estava no cargo desde abril de 2020. Antes, trabalhou por 12 anos na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal do governo responsável pelo planejamento do setor elétrico.

Segundo o ministério, José Mauro cumprirá o período de quarentena e, depois, assume “novos desafios na iniciativa privada brasileira”. A pasta não informou o motivo do pedido de demissão nem o substituto para o cargo.

Outros pedidos

Os secretários do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, também pediram demissão dos cargos nesta quinta. O anúncio foi feito pelo próprio Ministério da Economia.

De acordo com a pasta, ambos pediram exoneração ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e informaram motivos pessoais.

Também pediram demissão, a secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo.

Os pedidos foram feitos em meio a discussão do governo sobre uma possível manobra para abrir espaço no teto de gastos. Contas públicas e instituições financeiras calculam que o rombo na regra do teto de gastos pode chegar a R$ 100 bilhões.

Os substitutos nos cargos ainda não foram anunciados.

Permanência de Guedes

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que o ministro Paulo Guedes continua no governo e a prioridade agora é dar continuidade à agenda de reformas no Congresso.

“Defendemos as reformas que estão andando no Congresso Nacional, esse é o objetivo”, afirmou Bolsonaro à emissora.

O presidente confirmou ainda a criação de um “socorro” aos caminhoneiros, anunciado na manhã desta quinta em evento no Nordeste. Segundo ele, o auxílio seria importante em um momento de crise, atribuida por ele à pandemia da covid-19.

Bolsonaro teria falado novamente do impacto da crise financeira global no País e que o impacto seria pior se não houvesse o socorro pelo governo federal aos caminhoneiros.

Diante das inseguranças no mercado e no Congresso sobre furar o teto de gastos com o novo Bolsa Família, o Auxílio Brasil, no valor de R$ 400, o presidente voltou a falar que “nada está sendo feito fora do teto de gastos”, e reiterou que todos os passos são dados com responsabilidade.

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