Segunda-feira, 15 de julho de 2024

Secretário dos Estados Unidos afirma que Ucrânia vai ser membro da Otan

O secretário de Estado dos Estados Unidos Antony Blinken afirmou nesta quinta-feira (4) que a Ucrânia em algum momento vai se tornar um membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Ele deu essa declaração durante um encontro da Otan na cidade de Bruxelas, na Bélgica.

“A Ucrânia vai se tornar um membro da Otan. Nosso propósito nessa reunião é construir uma ponte para a filiação (do país)”, afirmou ele.

Blinken disse que o apoio da Otan é sólido e que os membros da aliança vão fazer tudo que podem para apoiar o país na guerra contra a Rússia, que invadiu o território ucraniano em fevereiro de 2022.

Ele também afirmou que apoiar a Ucrânia é importante porque os russos estão recebendo ajuda para aumentar sua indústria de defesa de outros países, como a China, a Coreia do Norte e o Irã.

Em fevereiro, o presidente russo Vladimir Putin disse que se a Europa enviar tropas para ajudar a Ucrânia no conflito, uma guerra entre Rússia e Otan seria inevitável.

Novos membros da aliança
Os ministros das Relações Exteriores dos 32 países da Otan estão reunidos para comemorar o 75º aniversário da aliança militar. A ideia da aliança é a de defesa coletiva, ou seja, um ataque a um membro é considerado um ataque a todos. Assim, os EUA dão proteção militar à Europa Ocidental.

Em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, os países europeus passaram a enxergar os russos como um risco à segurança deles.

Os dois mais novos membros da Otan, Finlândia e Suécia, aderiram à aliança em resposta direta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Os ministros das Relações Exteriores dos 32 países da Otan estão reunidos para comemorar o 75º aniversário da aliança militar.

Reunião da Otan
No encontro, eles discutiram um papel maior na coordenação da ajuda militar à Ucrânia para auxiliá-la a enfrentar a Rússia no maior conflito europeu desde a Segunda Guerra Mundial e mostrar unidade —a Ucrânia aguarda um pacote no valor de cerca de US$ 60 bilhões, que o Congresso dos EUA não aprovou ainda.

Os líderes europeus estão preocupados com a política interna dos EUA por dois motivos:

Caso o ex-presidente Donald Trump derrote Joe Biden na eleição presidencial de novembro, a organização pode receber menos recursos.

O Congresso americano exige que o governo do país mude a política de fronteiras para aprovar o pacote de ajuda aos ucranianos.

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