Quarta-feira, 15 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 15 de abril de 2026
A ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, voltou a ganhar repercussão nas redes sociais após publicar na rede social X desabafos e ameaças em resposta a um vídeo de Melania Trump. A primeira-dama dos Estados Unidos negou qualquer ligação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, mas Amanda afirmou que esteve “ao redor” do casal Trump por duas décadas e declarou que pretende adotar medidas legais contra Melania e “seu marido pedófilo”, o presidente norte-americano Donald Trump.
Ela chegou ao Brasil em outubro de 2025 depois de ser deportada pela polícia de imigração dos Estados Unidos, o ICE, após 23 anos vivendo no país. Em entrevista, ela atribuiu essa deportação à influência do ex-companheiro, o empresário italiano Paolo Zampolli, nos bastidores do poder em Washington.
Uma publicação do New York Times corroborou a versão da brasileira, indicando que Zampolli teria, de fato, acionado um alto funcionário da imigração com o objetivo de levá-la a um centro de detenção do ICE antes de sua liberação sob fiança. Segundo o jornal, a intenção dele seria recuperar a guarda do filho, Giovanni, de 15 anos, que é alvo de disputa judicial entre os dois.
Natural de Milão, Zampolli se mudou para Nova York em meados da década de 1990, período em que conheceu Donald Trump. A parceria entre ambos começou oficialmente em 2004, mas foi a partir das eleições presidenciais de 2016 que a relação entre eles se fortaleceu e passou a ser marcada por maior alinhamento político.
A imprensa passou a levantar dúvidas, após a defesa de Trump por políticas migratórias mais rígidas, sobre a situação do visto da esposa, Melania, quando ainda atuava como modelo nos Estados Unidos, antes de conhecer o atual presidente. Foi nesse contexto que Zampolli afirmou ter sido o responsável pela documentação da futura primeira-dama, alegando que usou sua posição como agente de modelos para viabilizar o visto de trabalho dela. Em 1996, ano em que o documento foi emitido, ele trabalhava na agência americana Metropolitan Models. No ano seguinte, criou a própria empresa, a ID Models.
Para Amanda, Zampolli representava uma persona ostentatória que se encaixava no gosto de Trump: almoços diários no restaurante Cipriani, em Nova York, festas de aniversário luxuosas com filhotes de tigre entre as atrações e um círculo social marcado por modelos, champanhe e presença constante na imprensa.
Durante os 19 anos em que viveram juntos, ela relata que o empresário a levou a festas promovidas pelo rapper e produtor americano Sean “Diddy” Combs, atualmente cumprindo pena de quatro anos por transportar mulheres para prostituição, além de eventos em iates com listas de convidados que reuniam celebridades e membros da realeza europeia. Segundo seu relato, nessas ocasiões Zampolli chegava a levar o próprio garçom consigo para garantir que ninguém adulterasse sua bebida. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)