Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 30 de maio de 2026
Se o Brasil conquistar a Copa do Mundo neste ano, o troféu será erguido por Marquinhos em 19 de julho. O treinador Carlo Ancelotti confirmou que o zagueiro de 32 anos vai usar a faixa de capitão da Seleção na competição que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
No amistoso contra o Panamá, porém, a braçadeira deve ficar com o volante Casemiro. Por causa da presença do Paris Saint-Germain na final da Liga dos Campeões da Europa, Marquinhos –assim como Gabriel Magalhães e Martinelli, do Arsenal– só vai se juntar ao grupo verde-amarelo nos Estados Unidos.
Será sem o trio que o time vai se despedir da torcida brasileira no domingo (31), no Maracanã. A escalação foi anunciada pelo técnico antes do treinamento de sábado (30): Alisson; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Luiz Henrique, Matheus Cunha, Raphinha e Vinicius Junior.
A expectativa é que essa formação seja utilizada no primeiro tempo no Rio de Janeiro. De acordo com o comandante, haverá múltiplas substituições na etapa final. “Vão jogar todos. É uma partida de preparação e uma partida importante para nos despedirmos de nossos torcedores, em nosso estádio. Então, jogam todos”, afirmou Ancelotti.
Festa com a torcida à parte, o italiano estará atento ao desempenho da equipe na marcação. Embora a dupla de zaga titular –formada por Marquinhos e Magalhães– ainda não esteja à disposição, os primeiros treinos na Granja Comary, em Teresópolis, foram especialmente voltados a um lado do campo.
“Trabalhamos muito a parte defensiva, com muitas informações. Os jogadores na frente têm muita criatividade, muita qualidade. Então, eu não quero passar muita informação nesse sentido [para deixá-los livres]. Já no nível defensivo, é uma informação diária até o último jogo da Copa do Mundo”, disse o treinador.
“Nosso trabalho está focalizado nisso. Os zagueiros, os laterais, os pivotes [volantes] têm um papel muito importante. E a equipe precisa entender bem o que temos de fazer defensivamente. Temos jogadores com muita experiência, entenderam bem. Estou muito motivado, gostei do que vi nos treinamentos”, observou.
Nos dois lados do campo, Ancelotti deseja ver a responsabilidade dividida. Ele chegou a citar Vinicius Junior e Raphinha como peças importantes pelo futebol exibido na Europa nos últimos anos, porém procurou tirar das costas da dupla –especialmente das de Vinicius– o peso de carregar a seleção.
“É óbvio que todos temos muita responsabilidade e muita pressão. Como vamos fazer para ter menos pressão? Uma coisa só: compartilhá-la. Não pode ser uma responsabilidade individual. Às vezes, fala-se muito que o Brasil neste momento não tem uma estrela. Pode ser verdade. Não temos um Pelé, um Romário, um Ronaldo. Mas podemos ter uma responsabilidade compartilhada.” (Com informações do jornal Folha de S.Paulo)