Domingo, 26 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 26 de abril de 2026
Os detalhes sobre o ataque a tiros em um jantar de jornalistas correspondentes da Casa Branca nos Estados Unidos, ainda estavam vindo à tona neste domingo (26), à medida em que as autoridades apuram o incidente. O evento contava com a presença do presidente Donald Trump e outras autoridades do governo norte-americano.
O que se sabe até o momento é que a segurança do jantar de gala foi fraca e que o suspeito está sendo investigado pelo FBI e será formalmente acusado pela Justiça dos EUA na segunda-feira (27).
O ataque ocorreu durante o jantar de gala que ocorria em um hotel em Washington D.C., capital dos EUA, na noite de sábado. Trump e outras autoridades de alto escalão do governo dos EUA foram evacuados rapidamente pelo Serviço Secreto. O presidente norte-americano chamou o incidente de “momento traumático” e elogiou o trabalho dos agentes de segurança.
Falhas na segurança
O esquema de segurança do jantar de gala era fraco, relatou a repórter braslieira Raquel Krahenbuhl, que estava presente no evento. Segundo Raquel, não houve revista aos convidados.
“A segurança nesses jantares normalmente não é reforçada. Todo mundo que tem um convite entra facilmente, (…) não teve raio-x, não teve nada. Aqui teve vários eventos paralelos que ocorreram antes do jantar. Aí, quando vai para o salão do jantar a gente tem que passar por uma revista, (…) mas isso já é vários andares mais para cima no hotel”, afirmou Raquel.
Segundo a repórter, os tiros ocorreram antes do bloqueio de segurança que dava acesso ao salão principal. Ainda segundo Raquel, os tiros foram ouvidos quando os convidados tinham acabado de começar a comer. Nesse momento, os convidados rapidamente começaram a se esconder debaixo das mesas e agentes do Serviço Secreto entraram no salão com armamentos pesados. No “momento surreal”, alguns chegaram até a fazer barricadas com cadeiras, segundo uma correspondente da rede britânica BBC.
O suspeito foi identificado pelas autoridades como Cole Allen, de 31 anos, um morador da Califórnia. A polícia de Washington D.C. afirmou que Allen estava armado com uma espingarda, uma pistola e diversas facas. Trump o chamou de “lobo solitário e doente”.
Um vídeo de câmera de segurança compartilhado por Trump mostrou Allen correndo em alta velocidade para passar pelo bloqueio de segurança em direção ao salão do jantar. No entanto, ele foi derrubado por agentes do Serviço Secreto e preso ainda do lado de fora.
Ele estava hospedado no hotel e acredita-se que ele chegou ao andar do evento pelo elevador, segundo a polícia de Washington. Houve troca de tiros entre o suspeito e agentes de segurança, e Allen disparou ao menos um dos tiros ouvidos pelos presentes. Um agente do Serviço Secreto foi atingido em seu colete à prova de balas e está bem de saúde.
O FBI iniciou ainda durante a madrugada buscas em uma casa ligada a Allen em Torrence, na Califórnia, onde ele mora. A polícia local disse também acreditar que Allen agiu sozinho.
Ainda não se sabe as suas motivações para o ataque. No entanto, ele teria admitido aos agentes após ser preso que queria atirar em integrantes do governo Trump, segundo a CBS News.
Allen aparecerá em um tribunal federal já nesta segunda-feira, onde será formalmente acusado na Justiça dos EUA por dois crimes, segundo a procuradora Jeanine Pirro: uso de arma de fogo durante a prática de um crime violento; agressão a um agente federal com o uso de uma arma perigosa.