Segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 26 de outubro de 2026
Sharon Osbourne, 74, afirmou que visita o túmulo do marido, Ozzy Osbourne (1948 – 2025), “todos os dias”. Em entrevista à BBC, publicada na última segunda-feira (26), a viúva contou que ainda tenta lidar com a morte do cantor, que morreu aos 76 anos, em julho do ano passado.
“Você perdeu o amor da sua vida, então não acorda simplesmente e diz: ‘Estou bem agora. Estou curada’. Você nunca supera isso. Mas aprende a conviver com a dor, e é isso que estou tentando fazer”, declarou Sharon.
Na entrevista, Sharon explicou que preferiu enterrar o marido na propriedade da família, em Buckinghamshire, na Inglaterra, em vez de um cemitério público. Segundo ela, a decisão foi tomada para que o músico pudesse descansar sem a movimentação constante de visitantes.
“Não havia como eu colocar Ozzy em um cemitério público. Vi o que acontece com outras pessoas conhecidas. Não há paz, porque as pessoas querem ir até lá e prestar suas homenagens. Eu queria que Ozzy pudesse descansar”, afirmou.
A viúva também revelou que consegue ver o túmulo da janela de casa. Questionada se costuma visitá-lo, respondeu: “Claro, todos os dias. Consigo vê-lo da minha janela”. Sharon contou que esteve com Ozzy na noite anterior à morte. Segundo ela, o cantor acordou durante a madrugada e pediu dois beijos e um abraço apertado.
“Conversamos durante a noite. Ozzy tinha acordado e me pediu dois beijos, e eu dei. Depois, disse: ‘Me abrace, me abrace forte’, e eu o abracei”, relembrou.
Na manhã seguinte, Sharon foi chamada às pressas para ir até onde o marido estava. “Corri para baixo, e foi isso”, contou sobre o momento em que soube que algo havia acontecido.
Poucas semanas antes de morrer, Ozzy fez o último show com o Black Sabbath, mesmo enfrentando problemas de saúde. De acordo com a BBC, ele havia sofrido uma fratura nas vértebras após uma queda e contraído sepse durante uma internação.
Sharon disse que os médicos haviam recomendado que o cantor não se apresentasse, cerca de 6 meses antes do espetáculo, por causa da fragilidade de seu coração. Além disso, ele enfrentava problemas pulmonares, dores intensas na coluna, coágulos sanguíneos e Parkinson.
“Toda a família estava aterrorizada”, afirmou. Apesar das dificuldades, segundo Sharon, o show teve um significado especial para o músico. “Você via isso nos olhos dele, no rosto dele. Aquilo simplesmente fez com que ele se sentisse vivo novamente”, concluiu.