Sábado, 07 de março de 2026

“Sicário” de Vorcaro morre no hospital, diz advogado

Luiz Phillipi Mourão, suspeito de intimidar desafetos do banqueiro Daniel Vorcaro, morreu ontem no Hospital João 23, em Belo Horizonte (MG). Após a morte, informada pelo advogado Robson Lucas da Silva, defensor de Mourão, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encaminhou o corpo ao Instituto Médico-legal Dr. André Roquette (IMLAR).

De acordo com os advogados de Mourão, a morte foi declarada às 18h55 após o encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado também nesta sexta (6) por volta das 10h15.

Mourão estava internado desde quarta-feira após tentar tirar a própria vida na prisão e ser levado ao hospital. A PF informou que ele foi socorrido por equipes da corporação e encaminhado ao hospital João 23, em Belo Horizonte.

“Informamos que o quadro clínico de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão evoluiu a óbito, que foi legalmente declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado hoje, 06.03.26, por volta das 10h15. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo-se o protocolo legal.”, Robson Lucas da Silva, advogado, em nota.

Polícia Civil de Minas Gerais informou que corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-legal Dr. André Roquette (IMLAR). Após o procedimento de exames, o corpo foi liberado aos familiares.

Ele havia sido preso na Operação Compliance Zero. De acordo com a Polícia Federal, Mourão liderava um grupo que monitorava alvos e planejava ações de intimidação contra desafetos de Vorcaro, também preso na quarta-feira.

PF apura tentativa de suicídio: “Está tudo filmado”, diz diretor-geral da PF. Andrei Rodrigues afirmou à coluna de Carla Araújo que “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”. Ele informou que a investigação é de praxe em situações como essa.

Ele era chamado de “Sicário” (matador de aluguel) pelo banqueiro. No celular de Vorcaro foram encontradas mensagens em que os dois planejam um assalto para “dar um pau” e “quebrar todos os dentes” do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Em nota, Vorcaro afirmou que “jamais teve intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas e que suas mensagens foram tiradas de contexto”.

O grupo tinha acesso a bases de dados oficiais, segundo a PF. Mourão seria o responsável por acessar sistemas da PF e até do FBI para levantar informações de pessoas a mando de Vorcaro.

Mourão era réu em outra investigação por lavagem de dinheiro e organização criminosa em Minas Gerais. Segundo as investigações, ele e outros dez denunciados criaram um esquema de pirâmide para atrair investidores de todo o país. Com informações do portal Uol.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Sem Lula, Trump reúne líderes latino-americanos na Flórida
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play