Quinta-feira, 03 de setembro de 2026

Simone Mendes é processada por guitarrista do Tihuana após muro cair

Simone Mendes está envolvida em uma disputa judicial com a empresa de um vizinho no condomínio de luxo Tamboré 1, em Alphaville, na Grande São Paulo. O processo está relacionado ao desabamento de um muro de uma obra no imóvel da cantora. Segundo a ação, o deslizamento provocou uma enxurrada de lama e escombros na residência vizinha.

O portal G1 teve acesso a petição inicial e às decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A propriedade atingida pertence à empresa Black Diamond Holding, administrada pelo músico e guitarrista Léo Stuart, da banda Tihuana, dona de músicas como “Tropa de Elite” e “Que ves”. O caso ocorreu na tarde de 6 de novembro de 2024.

A assessoria de Simone Mendes afirmou que o episódio teria sido um incidente causado durante fortes chuvas. Segundo a equipe, a obra era executada por uma empresa contratada, responsável pela condução e segurança dos trabalhos.

O advogado de Léo Stuart foi procurado e contestou a versão da cantora. “Ela não corresponde às conclusões técnicas que fundamentaram as decisões judiciais proferidas até agora”, diz trecho do comunicado.

Entenda o que aconteceu

De acordo com a petição inicial, Léo Stuart estava em casa quando ouviu estalos no muro da obra vizinha. Pouco depois, a estrutura cedeu, e lama e escombros invadiram a propriedade.

O músico afirma que o episódio destruiu parte do muro de sua residência e provocou danos em diferentes áreas do imóvel, como o pomar e o lago de carpas. Uma das carpas teria morrido após o lago ser atingido.

Segundo o Portal Terra, entre os bens afetados também está a piscina da casa e um piano avaliado em cerca de R$ 400 mil.

Na petição, o músico afirma que o desabamento colocou em risco os moradores e animais da residência. Ele também relata que acionou a Defesa Civil e o condomínio após o episódio e pediu a paralisação da obra vizinha.

Músico diz que Simone não prestou assistência

Léo afirma ainda que Simone, apontada na ação como proprietária da obra, não teria feito contato com ele após o episódio para saber o que havia acontecido, pedir desculpas ou oferecer qualquer tipo de assistência.

Na petição, o músico também afirma que a continuidade da obra poderia provocar novos desmoronamentos e dificultar a produção de provas sobre as causas do episódio.

Caso foi registrado na Polícia Civil

No dia seguinte ao episódio, Léo registrou um boletim de ocorrência em Barueri. O caso foi inicialmente registrado como desabamento ou desmoronamento, previsto no artigo 256 do Código Penal.

Na primeira versão do documento, a autoria aparecia como desconhecida. Em uma atualização posterior, Simone Mendes foi identificada como proprietária da construção relacionada ao episódio.

A inclusão do nome da cantora no boletim, porém, não significa que ela tenha sido apontada como autora ou responsabilizada pelo crime. O documento registra a relação dela com o imóvel. Eventual responsabilização criminal dependeria da apuração do caso.

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