Terça-feira, 03 de novembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 2 de novembro de 2026

A indústria de eventos vem ampliando sua relevância econômica no Sul do Brasil e consolidando a região como um dos principais polos nacionais do setor. Levantamento da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape) mostra que Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somam quase 21 mil empresas ligadas à atividade, o equivalente a 17,2% do total brasileiro. Mais do que organizar feiras, congressos e festivais, o segmento sustenta uma ampla cadeia produtiva que envolve hotelaria, alimentação, transporte, tecnologia, audiovisual, montagem de estruturas e serviços especializados.
Segundo o estudo Do Palco ao PIB: Como os Eventos Impulsionam a Economia do Sul, a atividade movimentou R$ 26 bilhões em consumo na região no último ano, correspondendo a 18,3% dos R$ 142,8 bilhões registrados nacionalmente. O setor também responde por 35.286 empregos formais, o equivalente a 19,1% das vagas do segmento no país.
Os indicadores reforçam o peso econômico dos eventos para além dos impactos diretos. Cada realização mobiliza fornecedores, gera demanda para comércio e serviços e amplia a circulação de recursos nos municípios-sede. O efeito multiplicador beneficia de pequenos negócios locais a grandes operadores de infraestrutura, logística e tecnologia.
O Rio Grande do Sul lidera a região em número de empresas ativas, com 7.943 estabelecimentos. O Paraná aparece em seguida, com 6.922, enquanto Santa Catarina reúne 5.966 empresas. Quando o indicador analisado é o emprego formal, no entanto, a liderança passa para o Paraná, que concentra 12.939 postos de trabalho, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 12.445, e Santa Catarina, com 9.902.
A força do setor também aparece no volume de atividades realizadas. Dados do III Dimensionamento do Setor de Eventos no Brasil 2024/2025 apontam que a região Sul registrou 1,88 milhão de eventos, ficando atrás apenas do Sudeste. O resultado representa cerca de 18,6% do total nacional e evidencia um mercado cada vez mais estruturado. A combinação de elevada densidade empresarial, geração de empregos e forte volume de atividades coloca a região entre os principais motores da economia de eventos do país, com impacto direto sobre cadeias ligadas ao turismo, serviços e negócios. (por Gisele Flores)