Domingo, 05 de dezembro de 2021

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Surto de covid-19 no Leste e Centro da Europa duplicam casos diários na União Europeia

O novo avanço da pandemia de covid-19 em países da Europa, sobretudo na parte centro-oriental do continente, acendeu o sinal amarelo entre autoridades locais e na Organização Mundial da Saúde (OMS). Na quinta-feira (4), três países da União Europeia (UE) registraram os maiores números de infecções desde o começo da pandemia, no início de 2020: Alemanha, Eslováquia e Croácia.

Outros dois, Eslovênia e Grécia, também bateram recordes nos últimos dias. E fora do bloco, também a Ucrânia bateu recorde de casos nesta quinta-feira, enquanto a Rússia registrou seu maior número de mortes. Tal cenário levou o chefe da OMS para a Europa, Hans Kluge, a dizer que a situação é “muito preocupante”.

“Estamos de novo no epicentro”, disse ele em entrevista coletiva.

A Alemanha, maior economia da UE, teve 33.949 infecções confirmadas, segundo o Instituto Robert Koch, o órgão sanitário do país. O recorde anterior, de 33.777 diagnósticos, era de dezembro do ano passado. “A pandemia está longe de ter chegado ao fim”, afirmou o ministro da Saúde do país, Jens Spahn.

“Estamos diante de uma pandemia dos não vacinados, que é maciça. Haveria menos pacientes de covid nos leitos de terapia intensiva se mais pessoas aceitassem se vacinar”, disse ele.

Os novos casos e mortes por covid-19 duplicaram durante o último mês na UE, impulsionados pelo aumento da transmissão em países da Europa Central e Oriental, onde a vacinação está mais atrasada.

O relaxamento de medidas de prevenção, como o uso de máscaras, e a variante delta, mais contagiosa, também estão por trás do recrudescimento da pandemia. Os números deixam preocupadas as autoridades às vésperas da chegada do inverno no Hemisfério Norte, o que aumenta o perigo de doenças respiratórias como as provocadas pela covid.

Em 3 de outubro, o bloco europeu registrava em média 50,2 mil diagnósticos diários da doença, com 613 mortes, de acordo com o banco de dados do Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford. No dia 3 de novembro, as infecções por dia já haviam ultrapassado 112 mil. As vidas perdidas em 24 horas, por sua vez, se aproximam de 1,2 mil.

Dos dez países com mais casos por milhão de habitantes, sete estão na UE: Estônia, Letônia, Eslovênia, Lituânia, Croácia, Eslováquia e Bélgica. Quatro das cinco nações com mais mortes proporcionais também fazem parte do bloco: Romênia, Bulgária, Letônia e Lituânia.

Com exceção dos belgas, são alguns dos Estados mais pobres do bloco e com a vacinação menos adiantada: 44% na Croácia e 54% na Eslovênia, bem aquém da média de 64,4% da UE.

A Eslováquia, onde 42% dos habitantes tomaram as duas doses, segundo o levantamento do The New York Times, também registrou um novo recorde nesta quinta, com 6,7 mil novos casos. De acordo com o Ministério da Saúde do país, 79% das pessoas internadas não foram inoculadas.

Impulsionados pelas campanhas de vacinação que ganharam força no segundo trimestre após um início de ano conturbado, os casos de covid-19 tinham despencado na UE. Em junho, chegaram a menos de 20 mil diagnósticos diários, bem menos que os quase 220 mil que chegaram a ser contabilizados no início da pandemia.

Junto com os meses de verão, época em que as pessoas naturalmente passam mais tempo ao ar livre, os países do continente, em sua maior parte, removeram quase todas as principais restrições sanitárias, principalmente para os já vacinados. As fronteiras foram novamente abertas para turistas e a vida foi ganhando ares de normalidade.

Especialistas, contudo, alertavam há meses para um aumento dos casos com a queda das temperaturas e o aumento da socialização em espaços fechados, principalmente entre os não vacinados. E o problema atual não se resume aos Estados mais pobres do bloco.

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