Terça-feira, 07 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 7 de julho de 2026
Após estar na mira da mídia com casamento com Travis Kelce, a cantora Taylor Swift, 36, teve processo de plágio contra ela rejeitado definitivamente por juíza federal da Flórida, Estados Unidos.
Há 14 meses, uma poeta norte-americana, conhecida como Kimberly Marasco, acusava a cantora de plagiar versos seus em mais de 12 músicas. A ação foi encerrada por ordem da juíza Aileen Cannon, que concluiu que “os poemas da autora não contêm expressões passíveis de proteção”.
A juíza levou em consideração uma declaração de Marasco, na qual ela admitia que um de seus livros de poesia teria vendido poucos exemplares e que nenhuma das obras havia sido promovida. Ela declarou que era “forçado” imaginar que os versos apresentavam semelhança suficiente para sustentar um possível plágio por Taylor Swift ou de compositores que tivessem visto o livro. Não haveria fundamento jurídico para acusar a cantora de buscar inspiração nas ideias da poeta.
“Ideias e temas básicos; metáforas onipresentes e palavras comuns e frases curtas isoladas (“lágrimas”, “correr”, “fogo”, “chuva”, “céu”, “amor”, “invisível”, “me enjaulou”, “carne e osso”, “é hora de ir”) equivalem, no máximo, a ideias, metáforas, contextos e temas — nenhum dos quais constitui objeto passível de proteção por direitos autorais”.
Um dos três livros da autora, “Swift Reflections: Poetry Inspirations”, detalhava suas alegações de que a cantora havia se apropriado de ideias de sua obra.
Processo teve início em 2025
A ação foi apresentada há pouco mais de um ano, não só contra Taylor, mas também contra seus colaboradores e representantes das gravadoras responsáveis pelo lançamento das músicas. Com o arquivamento, a cantora encerra o longo processo jurídico, enquanto segue em destaque na carreira após o lançamento de novos projetos e de seu casamento.
Esta foi apenas uma das batalhas judiciais da cantora. Em comunicado oficial divulgado em perfis nas redes sociais, em maio, Swift havia confirmado a aquisição definitiva dos direitos patrimoniais de seus seis primeiros álbuns, além de videoclipes e registros audiovisuais de turnês associadas a esse período.
A negociação encerrou uma disputa iniciada em 2019, quando o catálogo original da artista foi vendido pela gravadora Big Machine ao empresário Scooter Braun. Como forma de recuperar controle econômico sobre suas obras, a cantora iniciou em 2021 um projeto de regravação dos álbuns anteriores, lançando novas versões “Taylor’s Version”.