Sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Termina neste domingo a Festa da Uva e da Ameixa de Porto Alegre

Das 9h às 19h deste sábado e domingo (21 e 22), será realizado o segundo e último fim de semana da 31ª Festa da Uva e Ameixa de Porto Alegre, na Praça Nossa Senhora de Belém, bairro Belém Velho (Zona Sul). Durante o evento são vendidas frutas orgânicas e convencionais diretamente por seis produtores, bem como flores, produtos coloniais e itens de artesanato.

Oferecidas por agricultores também dos bairros Vila Nova e Campo Novo, estão expostas no local uvas niágara (branca e rosa), bordô e francesa. Já as ameixas são das variedades rubimel, sanguínea e rainha-cláudia. Outras frutas da estação podem ser adquiridas, tais como melão, melancia, figo e morango – sem contar mel, sucos, geleias, cucas e biscoitos, por exemplo.

O Sindicato Rural da capital gaúcha ressalta que um conjunto de fatores gera uma expectativa positiva em relação à colheita deste ano. Isso inclui o apoio da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Governança Local e Coordenação Política (SMGOV).

“Estimamos que sejam colhidas 130 toneladas de uva e 90 toneladas de ameixa nesta safra”, projeta o presidente da entidade, Cleber Vieira. “A produção deve superar em dez toneladas de cada fruta o total registrado na mesma época do ano passado.”

Largo Glênio Peres

Enquanto isso, prossegue até fevereiro (época do fim da colheira) a venda direta de uvas e ameixas por produtores da zona rural da cidade, no Largo Glênio Peres – em frente ao Mercado Público (Centro Histórico). As bancas estão ficam abertas das 8h às 18h.

A iniciativa tem atraído movimento constante de consumidores. Nesta semana, o diretor de Articulação Institucional da Secretaria Municipal de Governança Local e Coordenação Política, Djedah Lisboa, conferiu pessoalmente o movimento de consumidores:

“Disponibilizamos este local como ponto de comercialização para facilitar o acesso da população às frutas que são produzidas muito perto daqui. As pessoas estão valorizando e fomentando a agricultura familiar da nossa capital”.

Ele estava acompanhado pelo presidente do Sindicato Rural de Porto Alegre, Cleber Vieira, que destacou a importância desse contato direto entre produtores e consumidores: “Todos saem ganhando. O produtor vende sem intermediários, a um preço mais justo. Já o consumidor compra um produto mais fresco e de melhor qualidade, pois a fruta que vem para a banca é colhida no dia anterior”.

Dica da reportagem

Em conversa com trabalhadores de algumas bancas no Largo Glênio Peres, a reportagem do jornal “O Sul” colheu uma dica importante para a qualidade do produto adquirido no local: chegar cedo. “Com o calor dessa época na cidade, o freguês que compra ameixa, por exemplo, tem mais chances de levar frutas ainda melhores se vier pela manhã”, explica uma comerciante.

Ela também explica que a fruta vendida em caixinhas tem procura mais intensa nas versões menores, devido ao preço mais em conta. Por esse motivo, são geralmente as primeiras a se esgotar na banca.

(Marcello Campos)

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