Segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

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Testes ajudam a escolher remédio para depressão: exames genéticos de laboratórios mapeiam riscos de efeitos adversos e auxiliam no tratamento contra ansiedade

Um dos desafios do tratamento para ansiedade e depressão é fazer com que pacientes sigam tomando os remédios prescritos pelos médicos mesmo após episódios de efeitos adversos ou quando o paciente não percebe melhora do quadro

Com oferta crescente no Brasil, os testes farmacogenéticos se apresentam como uma opção para dar precisão e evitar que medicamentos sejam recomendados por meio da tentativa e erro. Diante da pandemia, do isolamento social e da alta do desemprego, profissionais de saúde têm sido cada vez mais procurados para tratar de sintomas, diagnósticos e tratamentos contra essas doenças.

Testes analisam o DNA

Realizados com saliva ou sangue, os testes analisam o DNA dos pacientes e permitem identificar alterações que podem impactar na resposta dos medicamentos e nos efeitos colaterais – alguns fazem até o cruzamento para verificar se interações medicamentosas e hábitos de vida, por exemplo, podem interferir no sucesso do tratamento.

“Esse exame envolve uma estratégia chamada Medicina de precisão, que avalia características das pessoas, das doenças, depressão e do DNA, e adapta o tratamento de acordo com a necessidade. Além de melhorar as respostas, os testes objetivam economizar dinheiro, porque, toda vez que ajusta o medicamento, o preço do tratamento aumenta”, explica Leandro Brust, líder de Farmacologia da GeneOne, empresa de genômica da Dasa. O exame da GeneOne chegou ao mercado no começo do ano passado, o que coincidiu com o início da crise da covid-19.

Aumento no registro de testes

Entre junho e agosto desde ano, houve crescimento de 456% nos testes realizados pela GeneOne em relação ao mesmo período do ano passado, quando o exame estava nos primeiros meses no mercado. Por enquanto, os testes para identificar depressão com foco na área de psiquiatria ainda são particulares e os valores variam entre R$ 1.485 e R$ 1 990.

Wagner Baratela, chefe da genômica do Grupo Fleury, diz que o teste é uma ferramenta para ajudar os médicos e que a análise individual de variantes do DNA associadas ao metabolismo de medicações permite que o psiquiatra defina qual será o melhor tratamento. “O metabolismo lento faz com que leve mais tempo para a medicação ser retirada do organismo. Assim, tem o efeito de exacerbação dos sintomas em sistemas lentos. Se o metabolismo for acelerado, o efeito do tratamento acaba não sendo tão bom.” Mas ele diz que o exame não exclui a necessidade de diagnóstico e acompanhamento por parte do psiquiatra.

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