Sexta-feira, 19 de agosto de 2022

TSE fez excursão a Paris para ver… votos de papel

Uma comitiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi enviada a Paris a fim de “observar” eleições que curiosamente de utilizam de votos em células de papel. A expedição brasileira ocorreu em abril. E os números dos gastos impressionam: o ministro Sérgio Banhos, que integra o TSE na cota dos advogados, recebeu R$24.526,44 em diárias para o intenso “sacrifício” de acompanhar as eleições francesas entre 19 e 25 de abril.

Sozinho não dá
Banhos levou mais dois assessores na extenuante tarefa de “observar” a eleição com voto de papel, no país presidido por Emmanuel Macron.

Que beleza…
Para sete dias na Cidade Luz, o assessor José Gilberto Scandiucici Filho recebeu R$18.966,32 e Laura Adjuto outros R$19 mil em diárias.

Caras passagens
Incluam-se nessa excursão a Paris os gastos com passagens, estimados em R$10 mil, por conta do pagador e impostos feito de otário.

Papel, só francês
A ironia, no passeio, é que o TSE tem deplorado qualquer discussão sobre impressão dos votos. Questionado, o TSE não se manifestou.

Magalu perdeu 90% do seu valor em 18 meses
Após o apelo da presidente da empresa, Luiza Trajano, manchetes amigas previam “disparada” no valor das ações da Magazine Luiza. Era só torcida. A empresa já perdeu 90% do valor acumulado na pandemia: em novembro de 2020, ação da Magalu foi cotada a R$27,34, mas, mesmo após o apelo dramático, fechou ontem a R$2,77. O declínio fez lembrar o sincero Luiz Barsi, maior investidor da bolsa: “A Magazine Luiza vai quebrar; não sei quando, mas vai quebrar”, afirmou em junho.

Situação é séria
A dona da Magalu foi às redes sociais pedir para os clientes irem “o mais rápido possível” às suas lojas. “Por favor”, suplicou a bilionária.

Tendência de queda
Na abertura do mercado, a ação da Magalu valia R$2,84. Após Trajano virar um dos assuntos dia, foi a R$3,04, mas fechou abaixo da abertura.

Pendurada na brocha
Se a aversão a Bolsonaro afastou bolsonaristas lojas, petistas tampouco foram solidários. Eles não gostam de ricaços, mesmo aliados.

Censura extrapola
O ex-vice Hamilton Mourão lamentou o bloqueio de posts sobre ligação PT-PCC, denunciada em delação à Polícia Federal: “lamentavelmente, o STF extrapola seus poderes e se posiciona de forma política”.

Ibaneis na liderança
Pesquisa do instituto Ideia, divulgada ontem no Distrito Federal, aponta a liderança do governador Ibaneis Rocha (MDB), candidato à reeleição. No cenário estimulado, ele soma 29,1 contra 22,2% de José Roberto Arruda.

Redução de preços ameaçada
O ministro Gilmar Mendes criou comissão a fim de buscar um “acordo” sobre redução de ICMS sobre combustíveis. Curioso. Espera-se dos ministros do STF zelo pelo cumprimento das emendas constitucionais e das leis ordinárias que já vigoram. E derrubaram o valor nas bombas.

Isenção no saco
Estende-se a servidores do Supremo e do TSE a exasperação percebida nas decisões e nas declarações políticas de ministros contra o atual presidente da República. Estão todos muito exaltados.

Só um exemplo
No encontro com embaixadores, o presidente Bolsonaro voltou a tratar do caso do hacker que invadiu o sistema do Tribunal Superior Eleitoral e “viveu” por 8 meses sem se detectado nos computadores da Corte.

Cada um com a sua
No mesmo dia em que o presidente reuniu a comunidade internacional para “apresentar ideias sobre o processo eleitoral”, como disse a Secom, o TSE voltou a afirmar que “nenhum” ataque hackeou as urnas.

Falta pouco
O registro das candidaturas pode começar a ser realizado a partir de amanhã (20), mas vão até 15 de agosto. A campanha eleitoral deste ano deve bater recorde com cerca de 33 mil candidatos.

Só conhece a teoria
Ex-família real britânica e atual celebridade-para-toda-obra, o príncipe Harry vai à sede das Nações Unidas, em Nova York, para dar uma lição aos diplomatas sobre “mudança climática” e… pobreza. Cada uma.

Pergunta no timing
Então, é para “ficar em casa” ou ir para as lojas “o mais rápido possível”, como pede Luiza Trajano?

PODER SEM PUDOR
Vaias inesquecíveis
No final dos anos 1970, Paulo Maluf chegou acompanhado de Cláudio Lembo, candidato da Arena a senador, a uma festa no ginásio Ibirapuera, em São Paulo. Foram recebidos com uma vaia inesquecível, totalmente dedicada a Maluf. No dia seguinte, ele ligou para o organizador da festa: “Que vaia, hein?”. “Pois é, doutor Paulo, queria pedir desculpas. A gente não esperava…”. “Não se incomode com isso”, cortou Maluf, “esse Lembo não tem mesmo prestígio nenhum. Se eu soubesse que era ruim de povo, não iria com ele”.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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