Domingo, 03 de julho de 2022

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União Europeia concede a Ucrânia e Moldávia status de candidato ao bloco

Líderes da União Europeia aprovaram elevar a Ucrânia e a Moldávia ao patamar de países candidatos ao grupo. Adesão ao bloco ainda depende da aprovação de reformas e processos de avaliação, e provavelmente levará anos. A decisão ocorreu por unanimidade nesta quinta-feira (23).

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, saudou a decisão, chamando-a de “um momento único e histórico” na relação com o bloco. “O futuro da Ucrânia está na UE”, ele tuitou. A presidente moldava, Maia Sandu, tuitou que a decisão foi um “forte sinal de apoio à Moldávia e a nossos cidadãos”.

Os 27 países da UE estão em grande medida unidos no apoio à Ucrânia desde a invasão russa, em 24 de fevereiro, e adotaram sanções econômicas sem precedentes contra Moscou. Apenas quatro dias depois que a Rússia iniciou a guerra, a Ucrânia candidatou-se para se tornar membro da UE.

Os países-membros estavam inicialmente divididos quanto à rapidez com que o bloco deveria aceitar a Ucrânia como um membro, com Holanda, Suécia e Dinamarca entre os mais céticos.

O primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, tuitou suas felicitações aos dois países. “O Conselho Europeu dá as boas-vindas a dois novos países candidatos à adesão à UE”, escreveu Scholz. “Pela boa cooperação na família europeia!”

A primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, disse à DW que a União Europeia teve uma janela de oportunidade para convencer a Ucrânia e a Moldávia a implementarem as reformas necessárias para a adesão ao bloco.

“Se você perde esta janela de oportunidade por não dar esperança, a Ucrânia e a Moldávia não fazem as reformas de que também precisamos. Livrar-se da corrupção, sendo também um país onde vigora o Estado de direito”, disse ela.

“Hoje a UE está enviando uma mensagem de solidariedade ao povo da Ucrânia de que vocês pertencem à família europeia, de que vocês pertencem à UE… E vocês terão o status de candidato”, disse o primeiro-ministro irlandês, Micheal Martin, ao chegar à cúpula.

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, disse que a votação tinha sido “inequívoca”. “Isso mostrará liderança, determinação e visão no contexto da guerra da Rússia contra a Ucrânia”, tuitou.

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