Quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

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Variante ômicron do coronavírus: o que se sabe sobre os seis casos confirmados no Brasil até agora

Agora é oficial: o Brasil tem pelo menos seis casos confirmados de infecção pela variante ômicron do coronavírus. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde neste sábado (4), reiterando que a nova cepa foi encontrada em amostas de três pessoas de São Paulo, duas no Distrito Federal e uma no Rio Grande do Sul.

E esse contingente pode aumentar, pois outros nove casos estão sob investigação, seis deles em Brasília e três em solo gaúcho. “Dos casos confirmados, quatro são do sexo masculino e dois do feminino. Todos têm histórico de vacina, apresentaram quadro leve de covid e permanecem monitorados, bem como todos os seus contactantes”, frisou a pasta por meio de nota.

A confirmação mais recente veio da cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul (Vale do Rio Pardo), tendo como paciente uma mulher de idade não informada e que retornou de viagem à África do Sul no final de novembro. Ela permanece em isolamento domiciliar e sob acompanhamento da Secretaria Municipal da Saúde.

Conforme o governo do Rio Grande do Sul, ela já recebeu duas doses de vacina contra covid e, após o teste positivo para ômicron, apresentou febre. Pessoas que tiveram contato com a paciente estão sendo testados.

As primeiras confirmações se deram em São Paulo, na quarta-feira (1º), com um casal de missionários brasileiros (ela com 37 e ele com 42 anos) que moram na África do Sul e estão em visita ao País, além de um homem de 28 anos que esteve recentemente na Etiópia. Todos já estavam com o esquema de imunização completo.

Já os demais casos foram oficializados em Brasília, no dia seguinte. São dois homens, de 40 e 49 anos, que passaram pela África do Sul. Ambos estavam imunizados com três doses de fármacos contra covid.

Ambos vivem em Brasília e estavam no mesmo voo de um dos paulistas que tiveram a infecção pela ômicron confirmada no dia anterior. Eles desembarcaram no aeroporto de Guarulhos no sábado (27) e pegaram um voo para casa.

OMS

Na sexta-feira (3), a cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) Soumya Swaminathan, declarou que a ômicron é “muito transmissível”. Mas ela frisou que as pessoas não devem entrar em pânico e que agora o mundo está mais bem-preparado para esse topo de problema, devido ao avanço da vacinação.

Desde o anúncio da descoberta da nova cepa (identificada como “linhagem B.1.1.529”), em 25 de novembro, ao menos 38 países – incluindo o Brasil – já confirmaram testes positivos para a ômicron, sem registro de mortes a ela associados.. O primeiro registro foi feito em Botsuana, no Sul da África, seguido por África do Sul e Hong Kong, essa última na Ásia.

Cientistas de todo o planeta correm contra o tempo para precisar o nível de transmissibilidade da nova variante. Eles também querem saber a eficácia das vacinas anticovid para quem contrai a cepa.

Um estudo conduzido na África do Sul indica que a chance de retransmissão da ômicron é três vezes maior que a de outras versões do coronavírus. Resultados preliminares também sugerem mais chances de reinfecção para quem já teve coronavírus. Há, porém, um consenso de que ainda é cedo para avaliar o real potencial da ômicron.

“As próximas etapas incluem quantificar a extensão do escape imunológico da ômicron para imunidade natural e derivada da vacina, bem como sua transmissibilidade em relação a outras variantes. Também são necessários dados urgentes sobre a gravidade da infecção pela nova cepa”, conclui o estudo.

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