Terça-feira, 18 de janeiro de 2022

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Nova onda de coronavírus na Alemanha leva autoridades de Berlim a proibirem a dança em boates

Autoridades de Berlim, capital da Alemanha, reintroduziram a famosa “Tanzverbot” (“proibição da dança”, na tradução para o português) como parte das restrições impostas pelo Parlamento regional para conter a nova onda de casos de coronavírus na cidade.

Pelas novas regras, que passarão a valer na próxima quarta-feira (8), bares, boates e outros estabelecimentos que atuam na chamada “vida noturna” poderão continuar funcionando, ao menos por enquanto. Mas não será permitido utilizar a pista de dança.

Após vários meses de fechamento em razão da pandemia, os clubes noturnos puderam finalmente reabrir em meados de maio. Os frequentadores podiam se reunir socialmente, mas a dança era rigorosamente proibida. Essa regra foi abolida em agosto, após um tribunal julgá-la desproporcional.

No entanto, a quarta onda da pandemia fez com que a medida fosse retomada. Inicialmente, as autoridades da cidade-estado queriam fechar os bares, restaurantes, casas noturnas e locais de cultura, mas o fechamento mais amplo desses estabelecimentos está proibido em razão da chamada Lei de Proteção das Infecções.

Os Estados perderam o poder de decidir sobre medidas como “lockdowns”, restrições e o fechamento de bares e casas noturnas. Mas o futuro novo governo alemão prometeu devolver tal poder aos Estados, mesmo que deva levar algum tempo para que isso seja transformado em lei. Assim, os parlamentares berlinenses decidiram impor a Tanzverbot, ao invés de forçar o fechamento de bares e casas noturnas.

Outras medidas aprovadas pelo Parlamento local incluem um limite de 5 mil pessoas em eventos ao ar-livre, restrições de contato para não vacinados e obrigatoriedade do comprovante de vacinação ou de recuperação da doença ou de um teste negativo até para praticar esportes coletivos ao ar livre – a chamada regra 3G, de geimpft, genesen, getestet (“vacinado, recuperado, testado”). O mesmo será exigido em edifícios da administração pública.

Integrantes do Bundestag (Parlamento alemão) devem apresentar uma emenda à lei para permitir que os estados possam fechar a vida noturna, caso a taxa de incidência em um período de sete dias seja superior a 350 pessoas em cada 100 mil habitantes. Nesta sexta-feira, esse índice era de 360 em Berlim.

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