Sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Veja as 5 ações recomendadas por especialistas para investir em julho

Ao tombar 11,50% e ficar abaixo dos 100 mil pontos, o Ibovespa teve em junho seu pior desempenho mensal desde março de 2020, quando foi declarada a pandemia do novo coronavírus. Levando em consideração o primeiro semestre de 2022, a desvalorização acumulada do índice ficou em 5,99%.

Para julho, a expectativa dos analistas é de fortes emoções e muita volatilidade. Os mercados acionários – aqui e lá fora – devem continuar preocupados com a inflação alta, com os juros em elevação e com os riscos de recessão global. Além disso, à medida que a eleição presidencial se aproxima, os temores fiscais e políticos tendem a contribuir ainda mais para azedar o humor na Bolsa brasileira.

“Investir no País tem sido balancear, pelo lado positivo, preços atrativos e alta estrutural de commodities e, pelo lado negativo, a ausência de uma âncora fiscal crível para enfrentar mares externos turbulentos”, aponta a Kinea Investimentos, na carta mensal do gestor.

“Se de um lado temos pressões vindas do ambiente externo e o apetite ao risco dos investidores muito prejudicado, aqui a Bolsa segue em níveis muito descontados, que não nos parece ser o argumento suficiente para trazer o Ibovespa para cima, por falta de gatilhos e com uma eleição presidencial se aproximando”, destaca a equipe de research da Ativa Investimentos.

Mesmo diante das incertezas, como apontam os profissionais, o investidor pode encontrar boas oportunidades para fortalecer a carteira.

Veja a seguir cinco ações recomendadas por gestoras e casas especializadas em renda variável para julho:

Eletrobras

“Dispomos de positiva visão acerca do momento incipiente vivido pela companhia após o seu processo de capitalização. O mês de junho já desvendou novas mudanças na companhia, que acreditamos rumar para perceptíveis evoluções no campo operacional, financeiro e de governança, otimizando ainda a atuação da companhia ao longo dos próximos anos. No curto prazo, após a capitalização, enxergamos que a companhia poderá se consolidar como a maior companhia do setor elétrico nacional”, avalia a equipe de research da Ativa Investimentos.

Simpar

“A Simpar é a holding que controla empresas como a Movida, JSL e o Grupo Vamos. Nos negócios de logística e aluguel de carros, a empresa já está mais madura, com um fluxo de caixa estável e crescimento adequado. Já na Vamos, temos uma empresa de crescimento bastante acelerado, com um mercado endereçável enorme e uma fatia de mercado pequena, mesmo sendo líder. A gestão da família Simões tem sido impecável, com um longo histórico de entregas nos diferentes setores”, destaca a Órama Investimentos.

Multiplan

“É uma das maiores empresas de shopping centers do Brasil, responsável pelo planejamento, desenvolvimento, propriedade e administração de seu portfólio de shopping centers. A companhia apresentou uma forte retomada em todas as suas frentes de operação em relação ao patamar antes da pandemia, com evolução na taxa de ocupação e uma taxa de inadimplência em queda, que resultou em um ótimo resultado financeiro. Vemos Multiplan como um dos top picks setoriais, provando possuir um alto poder de barganha frente a seus lojistas e grande resiliência do portfólio durante a pandemia”, anota a Guide Investimentos.

Weg

“A companhia historicamente tem mostrado uma gestão eficiente de seus lucros, mesmo diante de cenários desafiadores como o 1T22. Para esse mês, recomendamos compra no ativo pois com o recente anúncio de China a um pacote bilionário para retomada da economia, após o período de quase dois meses de lockdown devido sua política de covid zero, o setor de industrial acaba sendo beneficiado e o Brasil, por ser um grande parceiro comercial de Pequim, se destaca. Além disso, a empresa apresenta mais de 50% de sua receita atrelada às vendas no exterior e com a recente alta do dólar, a Weg tem forte potencial de valorização para julho”, aponta a Toro Investimentos.

Suzano

“A Suzano é uma das maiores produtoras verticalmente integradas de papel e celulose da América Latina, com mais de 90 anos de experiência no setor. A companhia, por meio de suas empresas controladas, opera, preponderantemente, em dois segmentos: celulose e papel. Apesar do preço das ações da Suzano terem caído recentemente, a companhia está elevando os preços da fibra curta na Ásia, na Europa e na América do Norte. Os aumentos vão variar de US$ 20 a US$ 40 por tonelada, sendo um driver importante de aumento de receita para a companhia, que detém enorme ‘pricing power’”, relata a gestora Warren.

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