Segunda-feira, 15 de agosto de 2022

FAB intercepta aeronave com 500 quilos de cocaína no Mato Grosso do Sul

A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, no Mato Grosso do Sul, um avião de pequeno porte que entrou no espaço aéreo brasileiro sem autorização. Na operação, foram usadas duas aeronaves de defesa aérea Super Tucano (A-29). Os pilotos da FAB fizeram contato, mas não obtiveram resposta.

A partir de então, o avião foi considerado suspeito, sendo ordenadas a mudança de rota e o pouso obrigatório em aeródromo específico. Como o piloto ignorou ordem dada, foi realizado um tiro de aviso. Ainda sem retorno, a aeronave foi considera hostil, sendo feitos os procedimentos de tiro de detenção.

Pouso forçado

Após o tiro de detenção, o avião, que entrou no espaço aéreo do Brasil pela fronteira de Mato Grosso do Sul, fez um pouso forçado no estado de São Paulo, entre as cidades de Jales e Pontalinda.

Acionada, a Polícia Federal foi até ao local indicado pelos pilotos da FAB, mas só encontrou o avião abandonado, e, em seu interior, foram vistos cerca de 500 quilos de pasta base de cocaína. O piloto e mais um homem fugiram do local, antes da chegada dos policiais federais.

“De acordo com o Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), os radares identificaram a aeronave entrando no espaço aéreo brasileiro. O avião, sem contato com o controle, descumpriu todas as medidas de policiamento realizadas, mostrando-se hostil. A ação faz parte da Operação Ostium, visando coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto a Força Aérea Brasileira e a Polícia Federal”, informou a FAB.

O avião carregado com a droga foi transportado em um caminhão, com o apoio do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Departamento de Estradas de Rodagem (DER), até a sede da Polícia Federal, que vai investigar o caso.

O avião

A aeronave PR-WCP, que foi fabricada em 1973, é de pouso convencional, 2 motores, com peso máximo de decolagem de 2.449 quilos e até cinco passageiros.

Segundo a Anac, a categoria é para serviço aéreo privado e com operação negada para táxi aéreo. A data de compra e transferência é de 5 de abril e o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) está vencido. O proprietário é Júnior de Lima Gonçalves.

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