Sexta-feira, 15 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 19 de fevereiro de 2025
A denúncia da Procuradoria-Geral da República usou como base as evidências colhidas pela Polícia Federal ao longo da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022.
A PGR, no entanto, organizou de forma diversa os grupos de investigados. Também concluiu que houve outros dois crimes, além dos já apontados pelos investigadores. Alterou, ainda, o número de alvos do procedimento.
Pelas regras penais, a PGR não está obrigada a seguir as conclusões da PF. Na prática, pode ampliar ou diminuir o rol de crimes, entender que foram configurados outros delitos, concluir de forma diferente sobre a contribuição de cada um dos denunciados para os atos ilícitos.
O procurador-geral Paulo Gustavo Gonet Branco deixou claro, no entanto, que o trabalho dos investigadores foi usado na elaboração do documento.
Números de indiciados e denunciados
No fim do ano passado, a Polícia Federal indiciou 40 pessoas ao concluir as investigações.
Deste grupo, 11 pessoas não foram indiciadas pela PGR. Por outro lado, o Ministério Público incluiu na denúncia outras quatro pessoas, que não eram citadas nas conclusões da PF.
Gonet também sinalizou que outros investigados podem ser alvos de denúncia futuramente.
Crimes
No relatório final, a PF apontou os seguintes crimes:
A PGR acusou o grupo dos mesmos crimes, mas incluiu mais dois:
Núcleos
O inquérito do golpe, concluído no ano passado pela PF, apontava a existência de seis núcleos:
A PGR, no entanto, dividiu a acusação em cinco denúncias, que representam cinco grupos distintos.
Um dos documentos tem 12 nomes; outro tem 8 nomes. Um terceiro pedido tem 7 nomes. Os outros dois pedidos têm 6 e um nome, respectivamente. As informações são do portal G1.