Quarta-feira, 01 de dezembro de 2021

Veja perguntas e respostas sobre quem vai receber a terceira dose da vacina contra a covid e quando

O governo federal decidiu estender a chamada “dose de reforço” das vacinas contra a covid-19 à toda população maior de 18 anos. Desde setembro, essa
terceira aplicação estava restrita àqueles com mais de 60 anos, profissionais da saúde e pessoas com deficiências no sistema imunológico, grupo que o ministério pretende contemplar até o fim do ano.

O restante da população maior de idade, informou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deverá ser revacinado em seis meses, até maio de 2022, nos 38 mil postos de saúde do País. Ele assegurou que o Brasil tem vacinas contratadas em quantidade suficiente para a nova etapa da campanha.

Apesar do anúncio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enviou uma lista de questionamentos ao Ministério da Saúde sobre a decisão de liberar a dose de reforço da vacinação contra covid-19 a todos adultos. A agência também pede dados sobre a decisão de aplicar a vacina da Janssen, antes de dose única, em duas doses.

A seguir, veja como vai funcionar a terceira dose da vacina contra covid-19 a partir de informações do ministério e de governos estaduais, além da ajuda do professor de ciências farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) Marco Antônio Stephano, que atuou por 20 anos nas fábricas do Instituto Butantan, e da bióloga Beatriz Carniel, doutora pela Escola de Medicina Tropical de Liverpool e integrante do grupo Ação Covid-19.

1) Quem vai tomar a terceira dose de vacina contra covid-19?

Podem tomar o reforço vacinal todos os maiores de 18 anos que receberam a segunda dose dos imunizantes das farmacêuticas Sinovac (Coronavac), Pfizer e AstraZeneca há cinco meses ou mais, informou o Ministério da Saúde. Em nível estadual, São Paulo e outras unidades da federação seguiram a diretriz, que deve prevalecer em todo o território.

2) Como ficam os vacinados com dose única da Janssen?

Pessoas que receberam a vacina da Janssen em dose única há dois meses ou mais deverão procurar os postos de saúde para uma segunda dose da mesma vacina. Cinco meses depois, elas estarão aptas ao reforço, que, por ora, deverá acontecer com a vacina da Pfizer, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

A bióloga Beatriz Carniel, do grupo Ação Covid-19, pondera que resultados de
pesquisas sobre dose de reforço ainda vêm sendo publicados no mundo e, por isso, recomendações de governo tendem ser adaptadas à frente.

3) Quando poderei tomar a terceira dose da vacina?

Cinco meses depois da segunda dose, mas, é importante ressaltar, seguindo o
calendário de vacinação de cada Estado ou município.

O anúncio do Ministério da Saúde sobre a extensão da dose de reforço à população adulta veio no dia 16 de novembro. No dia seguinte, à noite, a pasta publicou nota técnica a este respeito, dando sinal verde para Estados e municípios aplicarem o reforço.

Agora, cada Estado ou cidade divulgará calendário de vacinação próprio. De acordo com as projeções do governo, 12,4 milhões de brasileiros estão aptos a receber a dose de reforço já em novembro.

4) É preciso fazer cadastro ou já posso procurar o posto de saúde?

Não. Para tomar a dose de reforço, basta acompanhar o calendário de cada Estado ou município e procurar um posto de saúde, munido do comprovante da segunda dose.

5) Quais vacinas serão usadas na terceira dose?

De acordo com a nota técnica do Ministério da Saúde, serão usados os imunizantes Pfizer, AstraZeneca e Coronavac, que respondem por quase a totalidade da carga contratada pelo governo federal até o momento.

Mas, no documento, a pasta afirma que a vacina a ser utilizada deverá ser “preferencialmente, da plataforma de RNA mensageiro (Pfizer) ou, de maneira alternativa, vacina de vetor viral (Janssen ou AstraZeneca), independentemente do esquema vacinal primário”.

A vacina produzida pela farmacêutica Janssen, no entanto, será reservada para a segunda dose dos pacientes que a receberam como dose única. O professor Marco Antônio Stephano (USP) e Beatriz Carniel, do Grupo Ação Covid-19, diz que isso deve acontecer tanto pela escassez da vacina no País, quanto pela falta de recomendação internacional do uso desse imunizante como reforço.

6) Esse esquema de trocar fabricante de vacinas traz riscos?

Não. Os riscos de alternar vacinas não são maiores do que os envolvidos na aplicação repetida de uma mesma vacina. Ao contrário, em alguns casos, serve de alternativa para afastar ainda mais as chances de ocorrência de fenômenos adversos raros em determinados grupos da população.

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