Segunda-feira, 22 de julho de 2024

Veja quem são os recém-anunciados ministros do novo governo Lula e confira os perfis de cada um

O presidente eleito Lula confirmou mais 16 nomes que vão compor a Esplanada dos Ministérios no próximo governo. Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Nísia Trindade Lima (Saúde), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) se juntam a outros futuros ministros confirmados anteriormente.

A estrutura do novo governo petista incluirá 37 pastas. O ministério da Economia, por exemplo, foi dividido em quatro. Conheça os novos ministros do governo Lula:

Wellington Dias

Wellington Dias (PT) governou o Piauí por quatro mandatos e se elegeu senador neste ano. Ele foi cogitado para a pasta do Planejamento, mas acabou vencendo a disputa com a senadora Simone Tebet pelo Desenvolvimento Social.

Durante a transição, o ex-governador comandou as negociações do Orçamento de 2023. Dias foi encarregado de apresentar a Lula propostas protocoladas no Senado para tirar o Bolsa Família do teto de gastos.

Anielle Franco

A ativista Anielle Franco comandará a pasta da Igualdade Racial. Ela é irmã da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018, e dirige o Instituto Marielle Franco. Ela integrou o grupo temático de Mulheres na transição e demonstrava interesse em comandar essa área no ano que vem.

Anielle desbancou o sociólogo petista Marvs Chagas, que é secretário de Planejamento do território e Participação Popular da Prefeitura de Juiz de Fora (MG). Ela passou a contar mais recentemente com o apoio de setores dos movimentos antirracistas, como a Coalizão Negra por Direitos.

Alexandre Padilha

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) comandará a pasta de Relações Institucionais, pasta encarregada de fazer a “ponte” entre o Palácio do Planalto e o Legislativo. Padilha vai contar com o auxílio de dois conhecidos parlamentares petistas: o deputado José Guimarães (PT-CE) será líder do governo na Câmara e Jaques Wagner (PT-BA) ocupará a mesma função no Senado.

Considerado hábil articulador político, Padilha já comandou a então Secretaria de Relações Institucionais no segundo mandato de Lula. Foi também ministro da Saúde na gestão de Dilma e candidato ao governo de São Paulo, em 2014.

Esther Dweck

A economista Esther Dweck será a ministra da Gestão. O novo Ministério da Gestão é fruto do desmembramento do atual “superministério” da Economia em Fazenda, Indústria e Comércio, Planejamento e Gestão.

Dweck atuou no Ministério do Planejamento no governo Dilma Rousseff, como secretária de Orçamento Federal. Graduada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ), tem doutorado em Economia da Indústria e Tecnologia pela mesma universidade.

Nísia Trindade 

A presidente da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade, será a primeira mulher ministra da Saúde da história.

Nome fundamental para a vacinação contra covid no Brasil, a socióloga e pesquisadora já participou do processo de transição de governo na área. Ela deve assumir com a missão de comandar uma campanha nacional de imunização contra várias doenças em janeiro.

Geraldo Alckmin

Vice-presidente eleito, o ex-governador de São Paulo comandará a pasta de Indústria e Comércio. Estudioso de assuntos como reforma tributária, Alckmin tem bom trânsito no setor produtivo e, na avaliação de Lula, pode atuar como um facilitador do diálogo do governo com o mundo industrial.

Desde que saiu do PSDB e aceitou ser vice de Lula, filiando-se ao PSB, Alckmin tem feito reuniões com empresários e especialistas em orçamento.

Márcio França

O ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) vai assumir o ministério dos Portos e Aeroportos. Após meses de resistência, cedeu a candidatura ao governo paulista a Fernando Haddad e lançou-se ao Senado em chapa com o petista. Os dois saíram derrotados.

Tem 59 anos e é advogado formado pela Universidade Católica de Santos. Ocupou o cargo de secretário de Turismo de São Paulo. Foi governador de 2018 até 2019, após ser eleito vice na chapa de Alckmin.

Camilo Santana

Governador do Ceará por dois mandatos, Camilo Santana vai chefiar a pasta de Educação. Seu Estado natal é considerado exemplo na política pública da área.

Camilo é formado em Engenharia Agrônoma e já foi professor de faculdade técnica. Entrou na política como secretário de Desenvolvimento Agrário no governo de Cid Gomes em 2006. Em 2010 foi o deputado estadual mais votado do Ceará, continuou no governo como secretário das Cidades até 2014, quando se candidatou a governador.

Luciana Santos

A pernambucana Luciana Santos (PCdoB) foi anunciada como nova ministra de Ciência e Tecnologia. Presidente do seu partido e atual vice-governadora de Pernambuco, ela já foi deputada federal, participou da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara e atuou como secretária estadual da pasta em 2009, durante o governo de Eduardo Campos (PSB) em Pernambuco.

Agora, assume o ministério em meio à pressão da comunidade científica em relação aos cortes promovidos pelo governo Bolsonaro (PL).

Silvio Almeida

O jurista e filósofo Silvio Almeida será ministro dos Direitos Humanos. Descrito por acadêmicos como um dos maiores intelectuais brasileiros da sua geração, ele terá o desafio de conciliar uma pauta de governo que foi alvo de denúncias por ONGs durante os quatro anos de Jair Bolsonaro no Executivo.

Notado por um grande trabalho na luta antirracista, Almeida é autor do livro Racismo Estrutural (Pólen, 256 páginas), publicado em 2019.

Márcio Macêdo

O deputado Márcio Macêdo (SE), que foi tesoureiro da campanha presidencial e é um dos vice-presidentes do PT, ficará com a Secretaria-Geral da Presidência. Com essa configuração, o “núcleo duro” do governo Lula 3, composto pela chamada “cozinha” do Planalto e pelo Ministério da Fazenda – cadeira para a qual irá o ex-prefeito Fernando Haddad – ficará nas mãos do PT.

Cida Gonçalves

Cida Gonçaves, vai chefiar o Ministério da Mulher. Ela já havia sido secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher no primeiro governo de Lula, a partir de 2003. Natural de Clementina, em São Paulo, militou em movimentos sociais e espaços feministas em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Ela se candidatou em 1986 pelo PT à Federal Constituinte. Em 1988 e 2000, saiu candidata à vereadora em Campo Grande. Foi assessora técnica e política da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para a Mulher no governo do Mato Grosso do Sul de 1999 a 2000.

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