Sábado, 22 de agosto de 2026

Vice-presidente nacional do PT minimiza luxos de Lulinha: “Pequeno empresário”

O prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente do PT, Washington Quaquá (PT-RJ), minimizou as revelações sobre a vida que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, leva na Espanha. O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mora em um condomínio de luxo, cujo aluguel custa em torno de 3 mil euros — o equivalente a R$ 18 mil na cotação atual.

Quaquá afirmou, neste sábado (22), que Lulinha leva uma “vida bem modesta” e que os números revelados são compatíveis com as despesas de um “pequeno empresário brasileiro”.

“Para quem tem uma empresa, que aliás fatura muito pouco, o que fica dessa história toda é que a vida do Fábio é uma vida de um pequeno — nem médio — pequeno empresário brasileiro. Cá entre nós, um aluguel de R$ 15 mil em Madri significa mil euros. É um aluguel bastante baixo para o padrão de um trabalhador europeu. É um aluguel de classe média”, defendeu o dirigente petista.

O prefeito também criticou o que chamou de “exagero da pauta policial na política brasileira” e comentou o impacto do caso para a campanha de reeleição de Lula.

“Investigar é importante, saber se houve algum ilícito é importante. Agora, estamos banalizando investigação”, disse. “O povo brasileiro está cansado desse denuncismo de campanha. Algum efeito [na campanha] vai ter? Vai. Mas vai se diluindo à medida em que vão surgindo escândalos sem nenhum fundamento, como esse do Fábio Lula”, avaliou.

Lulinha vive em um apartamento de dois quartos no bairro La Moraleja nos arredores de Madri. Segundo o site oficial do empreendimento, as plantas são de apartamentos de 202 a 227 metros quadrados.

O imóvel faz parte de um complexo de luxo de 40 mil metros quadrados, com quatro piscinas externas e uma piscina interna climatizada, sala de leitura, coworking, spa, sauna, academia, sala de dança, um espaço gastronômico de 115 m², e áreas de lazer com tobogãs e tirolesas.

La Moraleja é um bairro da elite espanhola. Quem também mora lá é o atacante brasileiro Vini Jr., que joga no Real Madrid.

Reação

O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), reagiu às informações de que os vazamentos de dados e documentos relacionados do caso Lulinha poderiam ter origem no próprio tribunal. A manifestação ocorre após os advogados da lobista Roberta Luchsinger apresentarem um pedido para ampliar a investigação sobre os vazamentos.

A defesa quer que a apuração inclua também agentes que tiveram acesso às informações do caso, mesmo que não estejam lotados na Polícia Federal. É o caso de dois delegados que trabalham no gabinete de André Mendonça. De fato, um desses delegados tem desavenças com a atual direção da PF, o que é um dos focos de tensão entre as duas partes.

Os agentes da PF da equipe de André Mendonça não atuam em investigações. O gabinete negou também que um deles tenha atuado em dossiês antifascistas, quando Mendonça era ministro da Justiça.

“O que há de concreto é o reforço do ministro para que esses vazamento a sejam investigados”, resume um assessor de Mendonça. (Com informações dos portais g1 e Metrópoles)

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Brasileiros voltam a ter acesso a vistos permanentes nos Estados Unidos após a Justiça norte-americana derrubar decisão de Trump
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play