Sábado, 30 de maio de 2026

Você já avaliou o seu fator de risco cardiometabólico? Confira os 4 pilares essenciais para isso

Que é um erro julgar um perfume pela embalagem você já sabe, mas já parou para pensar que o mesmo serve para nosso corpo? Excluindo casos muito extremos, como de baixo peso ou obesidade extrema, a forma corporal, de modo isolado, diz pouco sobre a saúde cardiometabólica de uma pessoa. Ou seja, se ela apresenta condições como pressão alta, colesterol elevado e resistência à insulina, por exemplo.

As pessoas procuram os mais variados profissionais reclamando de falta de concentração, cansaço extremo, memória ruim. E, quando vamos olhar a rotina, falta o básico: dormem mal, não se exercitam, se alimentam de qualquer jeito, vivem sob estresse constante… Não é difícil entender que não existe organismo que funcione bem nesse cenário.

E, nesta época em que as redes sociais estão infestadas de modismos e invencionices sem qualquer respaldo científico, muitos caem no discurso fácil dos charlatães. Serão impactados com promessas de peptídeos (a nova moda) e protocolos para aliviar os sintomas. O paciente vai gastar centenas, milhares de reais que pouco – ou nada – ajudarão, pois não estarão resolvendo o problema de base.

Então, antes de falar de risco, a primeira pergunta é: você está oferecendo o mínimo para o seu corpo funcionar bem? Se a resposta for “não” para qualquer um dos quatro pilares que descrevo a seguir, pense como pode melhorar sua rotina para honrar sua saúde, antes de gastar seu suado dinheiro.

Sono

Dormir menos de sete horas por noite está associado ao aumento de risco de ganho de peso, obesidade e uma série de outros problemas metabólicos. Quando falamos de sono de qualidade, temos que olhar para três fatores: quantidade, qualidade e constância de horários (isto é, a tendência de dormir e acordar nos mesmo horários).

Para saber se você dorme bem, o mais importante é avaliar quão bem disposto você acorda. Se desperta já cansado, ou com a sensação de que mais uma ou duas horas fariam diferença, é um sinal claro de privação.

Exercício

Se você ainda acha que atividade física é só sobre gasto calórico, esqueça. Os efeitos benéficos do exercício são inúmeros, tanto metabólicos – melhora da sensibilidade à insulina, pressão arterial e saúde cardiovascular – quanto comportamentais, auxiliando na regulação emocional e qualidade do sono. Na verdade, o sedentarismo já é, por si só, um estado de risco que alguns consideram como um estágio pré-doente.

Vale lembrar que atividade física não significa, necessariamente, ir à academia. Pode ser dança, luta, caminhada, exercício em casa. Ou simplesmente se manter ativo ao longo do dia. Todo movimento conta!

Alimentação

A maior parte daquilo que você come deveria vir de alimentos minimamente processados ou in natura. Não precisa ser perfeito, nem radical: basta fazer uma análise crítica da qualidade da sua alimentação, levando em conta o bom e velho: descasque mais e desembale menos.

Lembrando que o problema não é o alimento ser industrializado. A questão está nos alimentos ultraprocessados, com listas de ingredientes extensas, aditivos e combinações que aumentam a palatabilidade e dão menos saciedade. Tudo isso faz com que a gente coma mais sem perceber. Ou seja, a fórmula certeira para o ganho de peso e adoecimento.

Regulação emocional

Somos seres sociais. Viver isolado, sem conexão e troca, impacta diretamente nossa saúde. Além disso, desenvolver o autoconhecimento e entender como você lida com suas emoções faz diferença. Muitos usam comida, bebida ou outros comportamentos como forma de lidar com o que sentem – uma resposta que gera alívio rápido, mas que não resolve a questão principal e pode adoecer.

Outros indicadores

Hoje, uma medida simples tem ganhado espaço: a relação cintura-estatura. Para estimá-la, você só precisa de uma fita métrica e da sua altura. Comece medindo sua cintura (use como referência a altura do umbigo), sem apertar demais nem deixar frouxo. Depois, divida esse valor pela sua altura em centímetros. Um resultado acima de 0,5 indica aumento de risco cardiometabólico. Isso acontece porque, mais importante do que a quantidade total de gordura, é onde ela está localizada. A gordura abdominal tem um impacto muito maior na saúde. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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