A inflação para o consumidor aumentou em Porto Alegre e nas outras seis capitais pesquisadas na terceira semana de dezembro

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) aumentou nas sete capitais pesquisadas na terceira semana de dezembro, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (27) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Em Porto Alegre, a inflação para o consumidor registrou variação de 0,20%. O resultado foi 0,09 ponto percentual superior ao divulgado na semana anterior.

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação na Capita gaúcha, entre as quais se destacam os grupos Habitação e Vestuário, cujas taxas passaram de 0,20% para 0,60% e de 0,44% para 0,59%, respectivamente.

O IPC-S também subiu em Salvador (-0,17% para 0,06%), Brasília (-0,45% para -0,29%), Belo Horizonte (0,01% para 0,03%), Recife (0,05% para 0,13%), Rio de Janeiro (0,39% para 0,55%) e São Paulo (-0,27% para -0,15%).

Inflação oficial

Os economistas do mercado financeiro baixaram a expectativa de inflação para este ano e para 2019, ao mesmo tempo em que também passaram a estimar um crescimento menor da economia no ano que vem. As estimativas constam no Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (24) pelo BC (Banco Central).

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, o mercado financeiro reduziu a previsão de 3,71% para 3,69% neste ano. A expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018.

A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a Selic (a taxa básica de juros da economia). Para 2019, os economistas das instituições financeiras diminuíram a sua expectativa de inflação de 4,07% para 4,03%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

PIB

Para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, a previsão do mercado financeiro permaneceu em 1,30%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado financeiro para a expansão da economia recuou de 2,55% para 2,53%. Os economistas dos bancos também não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021, que continuou em 2,5%.

O mercado baixou de 7,50% para 7,25% ao ano a sua previsão para a taxa de juros no fim do ano que vem. Atualmente, os juros básicos da economia estão em 6,50% ao ano, na mínima histórica. Com isso, os analistas seguem prevendo alta dos juros no próximo ano.



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