Academias se reorganizam para operar com capacidade reduzida

O novo decreto do distanciamento controlado aqui no estado permite que academias operem em regiões com bandeiras amarela e laranja. Mas claro que os espaços precisam passar por algumas mudanças. Uma das exigências é o teto de operação com no máximo 25% dos trabalhadores.

Atendimento presencial restrito e individualizado. Este é único modo de operação que academias gaúchas podem exercer agora. O último decreto estadual permite que os estabelecimentos funcionem dessa forma quando a região apresentar bandeira amarela ou laranja. Em caso de risco maior, com bandeira vermelha ou preta, os espaços não podem abrir. Se adaptando às novas regras, alguns proprietários já conseguiram retomar as atividades na última semana.

Após a realização de cada exercício, aluno e professor higienizam o equipamento utilizado. Mesmo treinando de forma isolada, a prevenção é pensando no usuário seguinte. O frequentador também é obrigado a cumprir procedimentos.

“Nenhum aluno pode treinar sem máscara, sem toalha e sem a sua garrafa. O espaço entre professor e aluno gira em torno de dois metros, então o professor nunca está 100% colado ao aluno, assim a gente mantém esta segurança qualificada”, explicou o proprietário de academia, Yuri Lugo.

A academia do Yuri na verdade funciona com um centro de treinamento funcional, um tipo de exercício que reúne uma bateria de atividades. Por conta disso, o espaço tem a vantagem de ser bem amplo, com três ambientes. Assim, é possível dividir a academia e receber até três clientes por hora.

“A capacidade era sempre um professor para cinco alunos, mas devido as novas regras, nós teremos um professor por aluno em um ambiente. A gente pensou nessa maneira porque é melhor que os alunos treinem com a gente aqui do que 100% online. Então, hoje tem treinamento online, todos treinam por zoom e treinamento físico uma vez por semana”, disse Lugo.

Academias de condomínios estão liberadas para funcionar, desde que também obedeçam à regra de um usuário por vez e que se tomem todas as medidas de higiene. Um decreto federal, publicado pelo presidente Bolsonaro no começo da último semana, colocava as academias entre serviços essenciais. Mas no Rio Grande do Sul, a determinação não se aplica, já que o estado possui o plano de distanciamento controlado.

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