Bolsonaro diz que Onyx será responsável pelo Programa de Privatizações

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) – que tem uma ampla carteira de projetos do setor de infraestrutura, como estradas, aeroportos e poços de petróleo – passará para os cuidados do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O programa era subordinado à Secretaria de Governo.

“Não vamos ter problemas com essa nova configuração. Todos se conscientizam que cada um trabalha para um objetivo comum, que é o bem-estar da população brasileira”, disse o presidente da República. Em maio, o governo adicionou 59 novos projetos para o programa, como o megaleilão do pré-sal.

As mudanças ocorrem após a saída do ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz do comando da Secretaria de Governo. O novo titular da pasta será o general  Luiz Eduardo Ramos, que deve assumir o cargo em julho, após se licenciar do Exército.

No início deste ano, havia a expectativa no Ministério da Economia que o PPI pudesse passar para as mãos do secretário especial de Desestatização, Salim Mattar. A transferência do PPI para a pasta estava prevista no programa de governo de Bolsonaro. No entanto, os generais entraram na disputa e ele acabou ficando com a Secretaria de Governo.

Segundo interlocutores da área econômica, Mattar teria se queixado a amigos que não estava conseguindo entregar resultados e que os leilões realizados com êxito pelo governo foram organizados no âmbito do PPI, ainda na gestão do ex-presidente Michel Temer.

Como também acaba de haver uma troca no comando do BNDES, que será presidido pelo número dois da secretaria de Mattar, Gustavo Montezano, técnicos esperavam que o PPI fosse integrado ao trabalho que será feito em parceria como banco de fomento. Uma das prioridades do governo para o banco é acelerar o andamento das privatizações.

Perguntado sobre sua expectativa em relação a Montezano, Bolsonaro afirmou que é “a melhor possível”. “Jovem, empreendedor, inteligente. Tem tudo para dar certo”, declarou. Ele confirmou que já conhecia Montezano, que já morou no mesmo prédio que Bolsonaro, mas disse se tratar de uma coincidência e que“não tem nada a ver uma coisa com a outra”.

Ao ser indagado sobre as críticas do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, à forma como foi demitido o ex-presidente do BNDES Joaquim Levy, Bolsonaro interrompeu a pergunta e declarou que essa é uma “opinião pessoal”. Na segunda-feira, Maia se referiu ao episódio como “uma covardia sem precedentes”. “Respeitamos e somos livres para criticar”, declarou Bolsonaro.



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