Porto Alegre passou a contar com uma Unidade Móvel de Saúde

Na manhã desta quarta-feira (3), o Projeto Poa Solidária, desenvolvido por voluntários em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre, fez a doação de uma UMS (Unidade Móvel de Saúde) para atender a população que mais depende dos serviços básicos. O caminhão de 20m² conta com três consultórios climatizados, um deles com espaço para vacinação e banheiro. O acesso dos pacientes será por meio de uma escada ou rampa, no caso de pessoas com deficiência. Nesta quinta-feira (4), a unidade estará na Vila Dique.

No ato realizado em frente ao Paço Municipal, o prefeito Nelson Marchezan Júnior disse que a ação irá trazer melhorias significativas às pessoas que possuem menos condições de acesso aos serviços de saúde. “O objetivo é transformar a realidade das pessoas que mais precisam, ampliando o conceito de cidadania”, destacou. “Num orçamento de R$ 7 bilhões, a prefeitura tem dinheiro para comprar um ônibus desse porte? Tem, mas deixaria de investir em outras necessidades. Que esse projeto sirva de exemplo”, disse.

O vice-prefeito e secretário municipal de Relações Institucionais, Gustavo Paim, lembrou a origem do PoaSolidária. “Não é projeto de um governo. É um projeto para ajudar a Porto Alegre que mais precisa”, disse. Presente no evento, a voluntária do PoaSolidária Nora Teixeira agradeceu a oportunidade de poder ajudar e convocou outras pessoas a doarem também. “Todos podem ajudar um pouco”, frisou.

A UMS irá circular pela cidade e atender principalmente as regiões de difícil acesso, cujos moradores são impossibilitados de receber atendimento médico ou até mesmo não conseguem se deslocar até uma unidade de saúde. A previsão é que mais de 10 mil pessoas sejam beneficiadas anualmente, incluindo os moradores em situação de rua, idosos que vivem em zonas rurais e comunidades muito afastadas dos centros urbanos.

O atendimento será prestado por uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem. “A Unidade Móvel terá o papel de assistir às comunidades que se encontram distantes do centro urbano e que não tenham cobertura fixa ou temporária das Unidades de Saúde do município”, afirma o secretário municipal de Saúde, Erno Harzheim.

Unidade Móvel de Saúde

O caminhão, no valor de R$ 630 mil, foi doado à prefeitura pelo casal Nora Teixeira e Alexandre Grendene. A doação ocorreu a partir de um pleito das integrantes do programa POA Solidária. A Unidade Móvel de atenção primária terá capacidade de comportar uma equipe de Estratégia de Saúde da Família, ampliar o atendimento de consultas médicas para 5.000 consultas anuais, 5.000 de enfermagem, oferecer vacinas, curativos, procedimentos e dispensação de medicamentos, além de realizar exames rápidos como testes de gravidez e de infecções sexualmente transmissíveis, entre outros atendimentos para usuários do SUS da Capital.

Saúde e Bem-Estar Social

A coordenadora das Redes de Sustentabilidade e Cidadania da SMRI (Secretaria de Relações Institucionais), Vânia Gonçalves de Souza, explica que a iniciativa será monitorada pela parceria entre o Gabinete do Prefeito e as secretarias de Relações Institucionais, Planejamento e Gestão e Saúde e terá transparência na prestação de contas para a sociedade. “Queremos fazer mais pela cidade, doar nossas ideias e nosso tempo para formar uma rede colaborativa e suprapartidária entre o governo e o setor privado”, disse uma das idealizadoras do projeto, Denise Gonçalves de Souza.

Participaram do evento o secretário municipal da Saúde, Erno Harzheim; o adjunto da Saúde, Pablo Sturmer; de Comunicação, Orestes de Andrade Junior; adjunta de Relações Institucionais, Claudia Remião Franciosi; representantes da secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico, Luis Steglich e Renato Arioli; as coordenadoras do PoaSolidária, Denise Souza e Vânia Souza; representante da Caixa Econômica Federal, Simone Baumgarten; ex-secretário do Meio Ambiente e ex-prefeito de Santa Cruz do Sul, José Alberto Wenzel; diretor do Hospital Restinga e Extremo Sul, Paulo Fernando Scolari; diretora do Hospital Materno-infantil Presidente Vargas, Adriana Galão; direto- administrativo do HPS, Danilo Braun; Superintendente substituta Susepe, Camila Ferreira da Rosa; vice-coordenador geral do Telesaúde/UFRGS, Marcelo Gonçalves; representante do Fórum Segurança e Justiça da Região Noroeste, Luiz Pires e Jorge Mirim e gestores dos Crips.

Onde a unidade estará: Estrada das Quirinas – área rural da Lomba do Pinheiro; Ocupação da Dique – extrema vulnerabilidade social e dificuldade de acesso aos serviços de saúde; Extrema – área rural do Extremo-Sul, ponto mais distante de uma Unidade de Saúde; Morro dos Sargentos – ficará no terreno da futura unidade. Devido à alta vulnerabilidade social a comunidade precisa consultar no Guarujá, onde foi alocada a equipe do Morro depois do fechamento da Unidade de Saúde. Vila Mato Grosso – lá a unidade fechou há anos por causa da violência. A população precisa se deslocar por longa distância até o Centro de Saúde Vila dos Comerciários.



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