Um acidente envolvendo dois ônibus deixou seis feridos em Porto Alegre

Um acidente envolvendo dois ônibus deixou seis pessoas feridas, na manhã desta sexta-feira (04), em Porto Alegre. O choque ocorreu no sentido bairro-Centro da avenida Ipiranga, na esquina com a Azenha. Os coletivos são das linhas T1 e Bonsucesso.

Entre os feridos, há uma grávida. Todos receberam atendimento médico e passam bem. Conforme a EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), o acidente causou grande congestionamento na região.

Mortes no trânsito

O ano de 2018 terminou com 74 vítimas fatais no trânsito de Porto Alegre, o menor número de mortes dos últimos 21 anos. Com esse dado, que representa menos 17% em relação a 2017 (90 mortes), foi antecipada em dois anos a redução da projeção de 50% do número de mortes estabelecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) para a Década de Ação no Trânsito (2010/2020), que era de, no máximo, 76 mortes para 2020 na Capital.

A redução geral acontece mesmo com o aumento da frota: atualmente são 839 mil veículos registrados na cidade. Essa é a terceira vez, em 21 anos, que há menos de 100 vítimas fatais (92 em 2016; 90 em 2017 e 74 em 2018). Em 1998, quando a EPTC começou a gerir o trânsito em Porto Alegre, 199 pessoas perderam a vida em razão de acidentes de trânsito.

Na comparação de 2018 com 2017, houve no ano passado uma redução de 6% em acidentes (12.657 a 11.866); menos 9% em feridos (5.438 a 4.895) e menos 17% em mortes (90 a 74). Reduziu em 36% o número de mortes por atropelamentos (44 a 28) e em 31% as mortes envolvendo motociclistas (35 a 24). Os dados são da Coordenação de Informações de Trânsito da EPTC, com fechamento em 3 de janeiro.

O diretor-presidente substituto da EPTC, Fábio Berwanger Juliano, afirma que a redução geral da acidentalidade é resultado de ações de educação, infraestrutura e fiscalização, com o apoio da população: “Esta redução não seria possível sem o envolvimento efetivo da população, o que felizmente aconteceu. Claro que foi fundamental a parceria entre a EPTC e as demais secretarias do município, como a Saúde, por exemplo, no Programa Vida no Trânsito, além do envolvimento da Brigada Militar, Detran, Polícia Civil, Guarda Municipal, Polícia Rodoviária Federal e Samu, entre outros órgãos públicos e  também privados, e demais instituições”.

Ele ressalta que o esforço pelo trânsito seguro, com menos conflitos, deve ser permanente: “Por trás de cada número na estatística do trânsito existe uma pessoa, os sentimentos envolvidos, as dores pelas perdas ou mesmo as alegrias pelas vidas salvas. Mas, para que mais vidas sejam preservadas, o comprometimento pelo trânsito seguro deve ser contínuo, sem jamais esmorecer diante das dificuldades. Em 2019, vamos reforçar as ações envolvendo motociclistas, pedestres e ciclistas, segmentos bastante expostos à acidentalidade, além de outras medidas educativas, em fiscalização de engenharia de trânsito”.

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