Sábado, 13 de julho de 2024

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann mostra força ao indicar o futuro secretário-geral da Presidência

Deputado e tesoureiro do PT na campanha de 2022, Marcio Macedo será o futuro secretário-geral da Presidência. Deve sua nomeação a Gleisi Hoffmann. A presidente do PT ficou fora do primeiro escalão do governo Lula, mas nem por isso deixa de ter força para indicar e barrar nomes.

Disputavam a Secretaria-Geral com Macedo dois quadros petistas muito próximos de Lula: o ex-presidente do PT paulista Emídio de Souza e o advogado Marco Aurélio Carvalho.

Mandato

Gleisi deve ter a prorrogação de seu mandato à frente da legenda, que se encerraria em 2023. A petista ficaria mais dois anos presidindo o partido. A informação foi publicada nesta quinta-feira (22) pela coluna Painel da Folha de S.Paulo.

A deputada foi eleita presidente do PT pela primeira vez em 2017. Se tiver o mandato prorrogado, a parlamentar seria a responsável pela coordenação das estratégias do seu partido na eleição municipal de 2024.

Dentro do PT, Gleisi faz parte da corrente Construindo um Novo Brasil, que tem maioria interna.

Nas eleições de 2022 foi reeleita deputada federal pelo Paraná, sendo a segunda mais votada no Estado.

Exerceu o mandato de senadora da República pelo estado do Paraná e foi líder do seu partido, deixando a representação após assumir a presidência do PT. Antes disso, foi diretora financeira da Itaipu Binacional e depois foi ainda Ministra-Chefe da Casa Civil no primeiro Governo de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014. Em 2016, presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e, em outubro do mesmo ano, foi eleita vice-presidente da comissão de assuntos econômicos do Parlamento do Mercosul.

O primeiro contato com o mundo político foi com o seu avô, que a influenciou inicialmente, despertando assim o seu interesse por política e movimentos sociais.Em 1983, aos 17 anos, Gleisi teve o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) como o primeiro partido político, influência de sua atuação no período do movimento estudantil.

Nessa época, recebeu influências de seus livros de cabeceira, As Veias Abertas da América Latina, de Eduardo Galeano, e Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, conforme revelação ao jornalista Aroldo Murá Haygert no livro Vozes do Paraná 2.

O vereador Jorge Samek foi para o PT em 1989 e convidou Gleisi para filiar-se ao partido fundado em São Paulo. A então assessora aceitou ao convite e filiou-se ao movimento de esquerda fundado por militantes, sindicalistas e intelectuais de oposição à Ditadura Militar.

Integrante então do PT desde 1989, compôs, de 2002 a 2003, a equipe de transição de governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Sua aproximação com o governo federal rendeu a sua nomeação em 2003 para o cargo de diretora financeira da Itaipu Binacional, quando a entidade passou a ser presidida por Samek. A direção era responsável, naquela época, por um orçamento anual superior a 3 bilhões de dólares, executando movimentações em três moedas diferentes: Real, Guarani e Dólar.

Em Itaipu, foi a primeira mulher a ter cargo de diretora e desenvolveu ações de responsabilidade social para funcionários, para a comunidade de Foz do Iguaçu e do Paraguai, atuando na reestruturação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti e na criação da Casa Abrigo, voltado a mulheres e crianças vítimas de violência doméstica.

Ali, na fronteira, permaneceu até início de 2006, ano em que disputaria seu primeiro cargo eletivo no Paraná. Na disputa por uma vaga ao Senado Federal não obteve êxito apesar de expressiva votação, ficando em segunda colocação com 45% dos votos válidos e perdendo para a reeleição de Alvaro Dias.

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