Sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Advogado-geral da União Jorge Messias assume defesa de diretor-geral da Polícia Federal no Supremo

O advogado-geral da União, Jorge Messias, assumiu a defesa do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no Supremo Tribunal Federal (STF). O chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) mobilizou a equipe técnica do órgão para elaborar as explicações requeridas pelo Supremo sobre a produção de um relatório de inteligência sobre o ministro relator do caso Master, André Mendonça.

O documento apócrifo, sem cabeçalho oficial da PF e com o alerta de que não tinha valor probatório, foi usado por Alexandre de Moraes para acusar Mendonça de abuso de autoridade.

Em reação ao episódio, Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de inteligência da PF, Leandro Almada. O afastamento foi revogado e o presidente do STF, Edson Fachin, deu prazo de 48 horas para Andrei se explicar.

A princípio, Andrei recorreu ao STF com um advogado particular para derrubar a sua suspensão do cargo.

A opção inicial de Rodrigues gerou forte ruído nos bastidores de Brasília. Interlocutores no governo e no próprio STF interpretaram o gesto como um sinal de desconfiança em relação a Jorge Messias, que também foi alvo do documento.

O texto sugere a existência de uma “matriz religiosa comum” entre o ministro do STF e o AGU, usando a premissa para levantar inferências sobre a atuação institucional de ambos e autorizar um “monitoramento e coleta dirigida”.

Mendonça classificou a prática como “arapongagem institucional” e apontou que os alvos foram submetidos a monitoramento ilícito por mais de um mês.

Apesar de figurar entre os citados, Messias nega a interlocutores que haja desconforto com a missão de defender Andrei. Em conversas reservadas, ressalta que a representação da AGU é um dever estritamente técnico e institucional de proteção aos atos dos dirigentes da administração federal.

O ponto central a ser esclarecido ao Supremo reside no grau de envolvimento de Andrei Rodrigues na confecção do material. O documento utilizado por Moraes. Cabe agora à defesa estruturada pela AGU detalhar a origem da demanda, os critérios técnicos adotados pela Polícia Federal e os limites da atuação da diretoria na elaboração do relatório. Com informações do portal Estadão.

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