Domingo, 31 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 31 de maio de 2026
A desistência de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) de concorrer ao governo de Minas Gerais e anunciada saída da política, não fecha outra porta: o Tribunal de Contas da União (TCU). Há inclusive articulações, que envolvem o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que arrumar uma cadeira em antecipada aposentadoria de Bruno Dantas, alçado ao posto de ministro em uma das vagas destinadas a indicação do Senado. Dantas é cria do MDB, que já sinalizou topar a substituição.
Pulo do gato
O Palácio do Planalto monitora a movimentação de olho em empurrar, outra vez, Jorge Messias no bolo para vaga no Supremo Tribunal Federal
Lula quer trucar
Eventual indicação de Pacheco começa a tramitar na lulista Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, além de votação no plenário.
Duas casas
Outro ponto que aumenta o poder de barganha do governo é que a Câmara também tem que aprovar a indicação.
Lugar ao sol
Pacheco fala em sair da vida política, mas evita fechar a porta do TCU, onde pode até dar muita dor de cabeça para Lula.
Esquerda vive Síndrome de Estocolmo com PCC e CV
Vem dos ativistas de esquerda, alinhados ao governo, o espetáculo mais patético, justificando o fato de o governo Lula (PT) não agir contra organizações criminosas. Parecem viver uma Síndrome de Estocolmo: defendem, justificam ou minimizam as mesmas gangues que aterrorizam a população. Mal disfarçam fascínio pelos que, nas periferias e favelas, exercem o poder com eficiência brutal. Para eles, o criminoso é vítima da “desigualdade”, nunca o algoz. E o cidadão refém nem merece menção.
Soberania é isto
Soberania não é discurso contra os EUA, é a capacidade de controlar território, proteger o povo, impedir o crime de substituir o poder público.
Bandidos organizados
Facções controlam rotas de drogas, impõem toque de recolher, recrutam crianças, dominam penitenciárias e até financiam campanhas eleitorais.
Ideologia do atraso
O governo Lula não age porque não quer. Prefere narrativas e rejeitar ajuda externa não por patriotismo, mas por ideologia e conveniência.
Poder a todo custo
Para o líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), “o PT não tem projeto de País, tem projeto de perpetuação de poder. E a vítima é o Brasil. Ou o Brasil derrota o PT ou o PT derrota o Brasil”, diz.
Sob análise
Está no jurídico do Senado análise sobre os decretos que regula as Big Techs. Parlamentares entendem que Lula extrapolou prerrogativas. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, avalia suspender a norma.
Elogios ao atraso
Com estatais apresentando rombos atrás de rombos sob a gestão petista, Lula diz que sonha em fazer com que Eletrobras volte a ser estatal; e ainda criticou a privatização da BR Distribuidora.
Máquina quebrada
Sob o governo Lula, o rombo das estatais federais já chegou a R$5,9 bilhões até abril, recorde para o período e maior que todo o déficit de 2025. Os dados foram apresentados pelo Banco Central.
Amor eterno
Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que é contra penas duras para bandidos, mas usa carro blindado bancado pelo pagador de impostos, esbravejou contra a classificação do PCC e CV como terroristas.
Um mico
Foi constrangedora a gafe da Câmara Municipal de Fortaleza, que prestou homenagem a Alceu Valença e tocou a música “Jacarepaguá Blues”. Só que a canção é de outro, Zé Ramalho.
Pra já
Saiu a data do julgamento dos embargos de declaração do enrolado Cláudio Castro (PL) no Tribunal Superior Eleitoral. O fim da agonia do ex-governador do Rio de Janeiro ficou para 2 de junho.
Sem acordo
Está um rolo a chapa do petista Fernando Haddad em São Paulo. Márcio França (PSB), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) não se entendem sobre quem fica com Senado, suplência e vice de Haddad.
Pensando bem…
…”nossos criminosos” se repetem.
Poder sem Pudor
Já morreu tarde
Em 1955, um ano após a morte de Evita e pouco antes de cair, o general argentino Juan Domingo Perón demitiu o poeta maior Jorge Luis Borges de uma sinecura na Biblioteca Nacional de Buenos Aires. Pura pirraça. “Perón es un miserable!”, reagiu o poeta. Em 1973, Perón retornou ao poder e faleceria em seguida. Um jornalista procurou Borges e tentou induzi-lo a uma resposta generosa sobre o morto. Ele repousou as mãos sobre o cabo da bengala e exclamou: “Ahora, Perón es un miserable muerto!”
Cláudio Humberto
@diariodopoder