Sexta-feira, 17 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 16 de julho de 2026
Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (15) mostra que 42% dos entrevistados tendem a concordar mais com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) no desentendimento com o enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Outros 18% concordam mais com Flávio.
No levantamento, 42% dos entrevistados disseram concordar mais com Michelle Bolsonaro, enquanto 18% afirmaram concordar mais com Flávio Bolsonaro. Outros 3% responderam concordar, em parte, com ambos, ao passo que 22% disseram não concordar com nenhum dos dois. Já 15% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Questionados sobre se já sabiam dos vídeos divulgados por Michelle, 49% responderam que sim. Outros 51% disseram ter tomado conhecimento naquele momento.
Sobre a decisão de tornar público o desentendimento, 45% avaliaram que Michelle acertou, enquanto 38% disseram que ela errou. Outros 17% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa, encomendada pelo Banco Genial, ouviu presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07181/2026.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, o episódio expõe uma fragilidade na campanha de Flávio entre eleitores alinhados à direita.
“Os vídeos divulgados parecem ter provocado algum dano dentro da base potencial de Flávio, já que 35% da direita e 20% do bolsonarismo acham que Michelle acertou ao divulgá-los. O desgaste eleitoral parece visível quando 53% dos eleitores de direita afirmam que a participação direta de Michelle na campanha aumentaria as chances de vitória de Flávio”, afirmou.
Caso
O atrito veio a público em 24 de junho, quando Michelle publicou vídeos nas redes sociais em que afirmou ter sido maltratada, desrespeitada e humilhada por Flávio durante uma conversa por telefone. A discussão envolveu divergências sobre alianças eleitorais do PL no Ceará.
Michelle disse que os dois não se falavam desde o fim de 2025 e que entendeu, após a conversa, que Flávio não queria seu apoio à pré-candidatura ou que considerava esse apoio insignificante.
Após a publicação, Flávio pediu desculpas e afirmou que não teve a intenção de ofendê-la. No dia seguinte, Michelle negou que houvesse “briga” ou “competição” e disse que os dois trabalhariam juntos nas eleições.
Em 30 de junho, a ex-primeira-dama deixou a presidência do PL Mulher. Segundo ela, a decisão foi tomada para que pudesse se dedicar aos cuidados com o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e com a filha.
Antes de Flávio ser escolhido como pré-candidato, Michelle era citada como um dos possíveis nomes da direita para disputar a Presidência. Ela também é pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, mas ainda não confirmou se concorrerá ao cargo.
Apoio de Michelle
A pesquisa perguntou ainda se a participação direta de Michelle na campanha aumenta as chances de vitória de Flávio.
Os resultados mostram que 47% dos entrevistados acreditam que a participação de Michelle Bolsonaro não aumenta as chances de vitória de Flávio Bolsonaro, enquanto 38% avaliam que a presença da ex-primeira-dama fortalece a candidatura do senador. Outros 15% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Para 34%, a motivação de Michelle para publicar os vídeos teria sido o desejo de se candidatar à Presidência no lugar de Flávio. Outros 16% afirmaram que ela buscava responder aos ataques e desrespeitos que teria sofrido. Já 25% apontaram a oposição a alianças políticas com as quais ela não concorda; 4%, todos os motivos citados; e 2%, outra motivação. Outros 19% não souberam ou não quiseram responder. (Com informações do portal de notícias g1)