Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de junho de 2026
Após relatos sobre a atuação de falsos agentes de desenvolvimento da família (ADF) em visitas domiciliares, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Sedes) do Rio Grande do Sul publicou nessa quarta-feira (10) uma série de dicas. O objetivo é proteger a população contra esse tipo de golpe, por meio do qual criminosos tentam obter acesso à residência, obter dados pessoais dos moradores ou mesmo extorquir dinheiro.
Dente as orientações está a de não receber indivíduos que se apresentam como representantes do programa “Família Gaúcha” sem estarem devidamente identificados por meio de uniforme específico e que inclui boné, camiseta, colete ou jaqueta e crachá. Os profissionais que atuam na iniciativa também utilizam veículo adesivado com os emblemas do Estado, do programa e da parceira executora.
“Com esses elementos de identificação, os beneficiários da iniciativa podem receber os agentes com segurança em suas casas”, ressalta o governo do Rio Grande do Sul. Em caso de dúvida a respeito da autenticidade dos profissionais, a família pode entrar em contato com o Centro de Referência de Assistência Socialq (Cras) de sua respectiva região.
Como funciona o programa
Os agentes de desenvolvimento desempenham um papel fundamental no programa “Família Gaúcha”. Eles são responsáveis por acompanhar cada núcleo selecionado. Junto ao Comitê Local Intersetorial, por exemplo, atuam em atividades como a elaboração dos “Planos de Autonomia”, destinados a amenizar situações de vulnerabilidade encontradas.
O programa prevê acompanhamento personalizado e intersetorial por um período de 22 meses, com foco na promoção da autonomia das famílias atendidas. Desenvolvida pela Sedes, a iniciativa recebe um investimento de mais de R$ 120 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).
A criação do “Família Gaúcha” remonta a 2025, permitindo hoje o atendimento a mais de 10 mil famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza em 92 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul. Cada núcleo conta com o suporte de um agente familiar, além do acompanhamento de comitês nas esferas local, municipal e estadual.
Ao final do ciclo, a proposta é possibilitar a emancipação social dos grupos contemplados. São 314 ADF e mais de 170 Cras envolvidos em todo o Estado. O Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee-RS) é parceiro da Sedes na execução do programa, como responsável pela contratação e qualificação dos agentes.
(Marcello Campos)