Sábado, 02 de março de 2024

Biden se prepara para último confronto simbólico com Putin após viagem à Ucrânia

A última vez que o presidente dos EUA, Joe Biden, falou do pátio do Castelo Real na Polônia, o conteúdo de seu discurso de 27 minutos foi obscurecido pelo que ele improvisou sobre o presidente russo Vladimir Putin no final.

“Pelo amor de Deus, este homem não pode permanecer no poder”, proclamou.

Quase um ano depois, Biden retornou ao Castelo Real esta semana para marcar o aniversário de uma guerra que o colocou cada vez mais em desacordo direto com o líder russo, uma dinâmica de Guerra Fria enfatizada pela visita altamente secreta de Biden a Kiev um dia antes.

Ao lado do presidente Volodymyr Zelensky, Biden usou sua própria presença na capital ucraniana para insultar Putin por falhar em suas ambições de invadir e controlar o país.

“A guerra de conquista de Putin está fracassando”, disse o presidente dos EUA. “Ele pensou que poderia sobreviver a nós. Não acho que ele esteja pensando nisso agora”, acrescentou.

Se houve um momento em que Biden e seus assessores esperavam evitar personalizar o conflito na Ucrânia, acabou muito antes do aniversário desta semana. O líder americano chamou Putin de um “criminoso de guerra” e um “bandido puro”, acusando a Rússia de genocídio e, em seu discurso no castelo, fazendo um apelo implícito à mudança de regime.

No entanto, a coreografia cuidadosamente planejada desta semana é impressionante em sua oposição aberta de Biden contra seu homólogo no Kremlin. Nessa terça-feira (21), os dois líderes mundiais fizeram discursos importantes para marcar um ano desde que a Rússia lançou sua invasão.

Otan

“Um ano atrás, o mundo estava se preparando para a queda de Kiev”, disse Biden no Castelo Real de Varsóvia. “Mas posso contar a vocês: Kiev está forte, Kiev está orgulhosa, está de cabeça em pé e, o mais importante, está livre.”

Biden se reuniu aliados da Otan na Polônia, proclamando apoio “inabalável” a Kiev e o compromisso de fortalecer o flanco oriental da aliança. O presidente norte-americano usou a viagem para angariar apoio para a Ucrânia enquanto a guerra entra em seu segundo ano sem um fim no horizonte. No mesmo dia, o presidente russo, Vladimir Putin, realizou discurso desfazendo os acordos nucleares com Washington.

Mais cedo, Biden se encontrou com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, um dos maiores defensores de um apoio mais forte do Ocidente à Kiev.

A viagem inesperada à Ucrânia nesta semana foi a primeira, na história recente, que um presidente dos EUA fez a um país em guerra sem que tropas dos EUA controlassem a área.

“Quando o presidente Putin ordenou que seus tanques entrassem na Ucrânia, ele pensou que iríamos capitular”, disse Biden. “Ele estava errado.”

Andrzej Duda disse que a visita de Biden mostra o compromisso dos EUA em manter a segurança na Europa e descreveu a parada de Biden em Kiev como um “gesto incrível”.

A Polônia tem a fronteira mais comprida da Otan com a Ucrânia e tem sido a principal rota de entrada de armas e saída de refugiados. Espera-se que os dois líderes também discutam a segurança da Polônia e aumentem os recursos da Otan no país.

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