Quinta-feira, 07 de maio de 2026

Brasil continua com a maior taxa de juros reais do mundo, apesar de corte no juro básico

Mesmo com a queda da taxa básica de juros brasileira (Selic), o País continua no topo do ranking global de juros reais, segundo levantamento compilado pelo MoneYou. A Argentina, que enfrenta uma hiperinflação, segue na última posição da lista de 40 países.

Em decisão nessa quarta-feira (2), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou os juros do país em 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano – a primeira redução em três anos.

Descontada a inflação esperada para os próximos 12 meses – acima de 4%, segundo relatório Focus, do BC – os juros reais ficaram em 6,68%. A taxa é suficiente para manter o país no topo da lista, acima de México, Colômbia, Chile e África do Sul.

A taxa de juros real é calculada com o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses, sendo considerada uma medida melhor para comparação com outros países.

Veja o ranking:

*Brasil (6,68%)
*México (6,64%)
*Colômbia (6,15%)
*Chile (4,6%)
*África do Sul (3,82%)
*Filipinas (3,8%)
*Indonésia (3,63%)
*Hong Kong (2,83%)
*Reino Unido (2,36%)
*Israel (2,23%)
*Nova Zelândia (1,96%)
*Estados Unidos (1,82%)
*China (1,67%)
*Malásia (1,64%)
*Coreia do Sul (1,57%)
*Bélgica (1,57%)
*Índia (1,48%)
*Espanha (1,48%)
*Grécia (1,47%)
*Rússia (1,46%)
*Tailândia (1,42%)
*Suíça (1,3%)
*Canadá (1,27%)
*Dinamarca (1,27%)
*Taiwan (1,26%)
*Holanda (1,08%)
*Cingapura (1,06%)
*Austrália (0,97%)
*Turquia (0,88%)
*França (0,55%)
*Portugal (0,47%)
*Alemanha (0,3%)
*Japão (0,24%)
*Itália (0,02%)
*Áustria (0,01%)
*Suécia (-0,03%)
*República Tcheca (-1,86%)
*Hungria (-1,89%)
*Polônia (-6,05%)
*Argentina (-28,53%)

Juros nominais

Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira caiu da segunda para a quarta posição – ao lado da Colômbia e atrás da Argentina, Turquia e Hungria.

*Argentina (97,00%)
*Turquia (17,50%)
*Hungria (15,00%)
*Brasil (13,25%)
*Colômbia (13,25%)
*México (11,25%)
*Chile (10,25%)
*Rússia (8,50%)
*África do Sul (8,25%)
*República Tcheca (7,00%)
*Polônia (6,75%)
*Filipinas (6,25%)
*Indonésia (5,75%)
*Hong Kong (5,75%)
*Nova Zelândia (5,50%)
*Estados Unidos (5,50%)
*Índia (5,10%)
*Canadá (5,00%)
*Reino Unido (5,00%)
*Israel (4,75%)
*China (4,35%)
*Alemanha (4,25%)
*Áustria (4,25%)
*Espanha (4,25%)
*Grécia (4,25%)
*Holanda (4,25%)
*Portugal (4,25%)
*Suécia (4,25%)
*Bélgica (4,25%)
*França (4,25%)
*Itália (4,25%)
*Austrália (4,10%)
*Cingapura (3,55%)
*Coreia do Sul (3,50%)
*Dinamarca (3,10%)
*Malásia (3,00%)
*Tailândia (2,31%)
*Taiwan (1,88%)
*Japão (-0,10%)
*Suíça (-0,75%).

Perspectivas

Em entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que o mercado está “pendendo mais” para um corte de 0,5 ponto percentual.

“Ninguém espera a manutenção da taxa. Ninguém. Não existe um economista, pelo menos com reputação, que possa defender a manutenção da taxa. Hoje o mercado está pendendo mais para 0,5 do que para qualquer outro número. Lembrando que tem gente do mercado, que está lá operando fundos bilionários, apostando inclusive em um corte de 0,75 ponto. Ou seja, penso que as perspectivas são muito boas.”

A decisão do Copom se deu em meio às críticas persistentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de membros do governo federal ao atual patamar da Selic.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Banco Central faz 1º corte de juros em três anos e reduz a taxa básica para 13,25% ao ano
Taxa de juros do cartão de crédito vai cair muito, diz o ministro da Fazenda
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play