Terça-feira, 25 de junho de 2024

Brasil e outros países condenam invasão de Equador à embaixada mexicana

O Brasil e outros países da região condenaram a ação do governo do Equador de invadir a Embaixada do México. A primeira reação do governo brasileiro veio por meio de uma nota oficial, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores no fim da manhã do sábado (6). O Itamaraty disse que o Brasil “condena, nos mais firmes termos, a ação empreendida por forças policiais equatorianas na embaixada mexicana em Quito na noite de ontem” e que a “ação constitui clara violação à Convenção Americana sobre Asilo Diplomático e à Convenção de Viena sobre relações diplomáticas”.

A nota relembra o artigo 22 da Convenção de Viena. Ele prevê “que os locais de uma missão diplomática são invioláveis, podendo ser acessados por agentes do Estado receptor somente com o consentimento do chefe da missão.” O Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que a invasão à Embaixada do México constitui precedente grave e que cabe repúdio enérgico qualquer que seja o argumento para o ato.

Pouco depois, o presidente Lula também se manifestou sobre o assunto. Em uma rede social, lula repostou a nota do Itamaraty, com um comentário: “Toda minha solidariedade ao presidente e amigo Lopez Obrador”, uma referência ao presidente do México.

Países da região, governados por presidentes de diferentes correntes ideológicas, também condenaram nas redes sociais a invasão da embaixada mexicana. Entre eles, Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia e Peru.

Diplomatas saem do Equador

Diplomatas mexicanos deixaram o Equador neste domingo (7) após romperem relações com o país depois que policiais invadiram a embaixada do México, em Quito, para capturar o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas.

“Nosso pessoal diplomático deixa o Equador e volta para casa com a cabeça e o nome do México erguido após um ataque à nossa embaixada”, informou na rede social X a ministra das Relações Exteriores, Alicia Bárcena.

O grupo, que segundo as autoridades é composto por 18 pessoas, viaja por uma companhia aérea comercial, depois de ter sido descartado o envio de um avião militar devido às tensões. Os funcionários e suas famílias foram acompanhados ao aeroporto de Quito pelos embaixadores da Alemanha, Panamá, Cuba e Honduras, bem como pelo presidente da Câmara de Comércio Equador-México, informou o Ministério das Relações Exteriores do México.

As informações são do Jornal Nacional e do portal de notícias G1.

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