Sábado, 20 de junho de 2026

Brigadiano afastado é morto por segurança de igreja evangélica no Centro de Porto Alegre

A Polícia Civil investiga a morte de um brigadiano de 36 anos, baleado por um segurança de filial da Igreja Universal do Reino de Deus na rua Comendador Manoel Pereira (próximo à antiga loja Mesbla), no Centro Histórico de Porto Alegre. O incidente foi registrado por volta das 21h de quinta-feira (1º), durante um culto religioso.

De acordo com informações extraoficiais, o policial estava afastado da corporação – o motivo ainda não foi informado, nem o nome da vítima. Testemunhas relataram que antes dos tiros a vítima estava agitada e com comportamento fora do padrão dos fieis que frequentam o templo.

Quando um dos seguranças o abordou, ele sacou uma faca e avançou em sua direção. Nesse momento, teria ocorrido a reação com arma-de-fogo, supostamente em legítima defesa. Mesmo atingido por um disparo, o brigadiano tentou atacar novamente o funcionário, que atua por meio de empresa terceirizada e então desferiu mais tiros em direção ao agressor.

A investigação também já obteve informações de que o policial já havia protagonizado ao menos dois episódios similares na década passada, utilizando arma-branca. Ele teria sido inclusive indiciado por tentativa de homicídio.

Zona Leste

Também é apurado o ataque a tiros que deixou morto o dono de um minimercado na Zona Leste de Porto Alegre, quinta-feira (1º) à tarde. O crime foi cometido dentro do estabelecimento, na equina rua Intendente Azevedo com São Miguel, bairro Aparício Borges.

A vítima, de 39 anos, tinha antecedentes criminais. Tudo indica que houve uma execução, porque o atirador entrou no local empunhando uma pistola e, sem anunciar assalto, disparou contra a cabeça e tórax do microempresário, fugindo em seguida a bordo de um veículo cujo motorista o aguardava em frente ao estabelecimento.

Vale do Sinos

Em Estância Velha (Vale do Sinos), foi preso preventivamente o filho de a empresária Sílvia Brito, 50 anos, morta com um tiro na nuca, dentro de sua floricultura, na manhã de 22 de novembro. Ele tem 30 anos, trabalha no estabelecimento e é suspeito de ter planejado e executado o homicídio.

Segundo a Polícia, o crime foi cometido por dois motivos básicos: desavenças constantes entre ambos e o interesse do homem em herdar os bens da vítima, já que possui dívidas de alta soma e é filho único. Para chegar a essa hipótese, foram cruzados depoimentos de testemunhas, imagens de câmeras e objetos aprendidos (incluindo uma arma), dentre outros elementos.

O primeiro marido da empresária e pai do suspeito chegou a procurar a Delegacia local para confessar a autoria do assassinato. Mas suas declarações se mostraram contraditórias e não convenceram a equipe, que suspeitou de tentativa de acobertamento.

(Marcello Campos)

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