Segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 31 de agosto de 2026
O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas decidiu formalizar sua saída do cargo, em ofício encaminhado nessa segunda-feira (31) ao presidente da Corte, Vital do Rêgo Filho.
Em nota e vídeo, Bruno Dantas afirmou que decidiu deixar o cargo para se dedicar a “novos projetos” e disse encerrar o ciclo no tribunal com a convicção de que “a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude”.
A vaga de Bruno Dantas é da cota de indicação do Senado. Com isso, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, vai articular a indicação para o lugar de Dantas o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
O cargo de ministro do TCU funciona no mesmo formato do STF: o indicado e aprovado pelo Senado permanece no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos, caso não decida deixar o cargo antes.
Alcolumbre defendia a indicação de Rodrigo Pacheco para o Supremo Tribunal Federal (STF) na vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém, decidiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, nome que acabou sendo derrotado em votação no Senado.
A partir daí, Lula rompeu com Alcolumbre, por avaliar que o presidente do Senado trabalhou pela rejeição do seu indicado.
Mas, neste mês de agosto, Alcolumbre se reaproximou do presidente Lula, e eles se reconciliaram.
O petista conta com a ajuda do presidente do Senado para votar propostas prioritárias do governo neste ano eleitoral, como as PECs do fim da escala 6×1 e da Segurança Pública, além da medida provisória do fim da taxa das blusinhas.
Segundo interlocutores de Alcolumbre, ele estava esperando apenas a formalização da decisão de Bruno Dantas para articular a ida de Rodrigo Pacheco para o TCU.
Pacheco desistiu de se candidatar a qualquer cargo eleitoral neste ano. Ele chegou a ser cogitado pelo presidente Lula para ser o candidato ao governo de Minas Gerais, mas não aceitou.
Em seu ofício, o ministro Bruno Dantas diz que tomou sua decisão de reunciar em “caráter irretratável”, solicitando que a sua exoneração passe a contar a partir de 9 de setembro.
Bruno Dantas chegou ao TCU pela indicação do MDB do Senado. Dantas diz que a decisão é “pessoal e voluntária, amadurecida ao longo dos últimos meses”. (Com informações do portal de notícias g1)