Domingo, 24 de maio de 2026

Cansado de senhas hackeadas? A tecnologia pode resolver isso

Violações de bancos de dados, golpes de phishing e o surgimento de ferramentas de inteligência artificial fizeram com que senhas simples se tornassem ultrapassadas como forma de proteger contas on-line – mas ainda existem maneiras de reforçar sua segurança.

Primeiro, você precisa ser proativo, usando senhas mais longas e exclusivas, além de camadas extras de proteção. Um aplicativo gerenciador de senhas pode ajudar, e é muito mais seguro do que manter suas credenciais no aplicativo de notas ou anotadas em papel.

Os gerenciadores de senhas também podem armazenar chaves de acesso, uma forma mais segura de login criada para substituir as senhas por completo. Confira abaixo uma breve introdução sobre tudo isso.

Gerenciadores

Aplicativos e navegadores da web que criptografam todas as suas senhas por trás de uma única senha mestra existem há décadas, mas o Apple Passwords e o Google Password Manager para Android e navegadores da web são relativamente recentes – e gratuitos. Verifique sua tela inicial em busca do ícone “senhas” ou peça ao seu assistente virtual para encontrá-lo. O aplicativo exige seu PIN ou dados biométricos (impressão digital, escaneamento dos olhos ou do rosto) para ser aberto.

Tenha em mente que manter todas as suas senhas em um dispositivo que pode ser roubado – e acessado por alguém que conheça o PIN da tela de bloqueio – também representa um risco de segurança. Ative o recurso “Proteção contra Roubo” nas configurações do iOS ou “Verificação de Identidade” e outras ferramentas de proteção contra roubo nas configurações do Android para obter proteção adicional.

Tanto os aplicativos da Apple quanto os do Google são intuitivos e podem gerar automaticamente senhas longas e exclusivas quando você cria ou atualiza uma conta. Os aplicativos armazenam senhas (e chaves de acesso) em um só lugar e fornecem automaticamente suas credenciais quando você acessa um site.

Eles também avisam se alguma de suas senhas for fraca ou tiver sido comprometida em vazamentos de segurança. Guias de usuário estão disponíveis nos sites da Apple e do Google.

O Apple Passwords também funciona com o serviço iCloud Keychain, que criptografa e sincroniza credenciais de login entre dispositivos Apple conectados à mesma conta. PCs com Windows podem acessar essas senhas por meio do software iCloud para Windows da Apple, e há uma extensão disponível para o navegador Google Chrome.

O Google Password Manager funciona de maneira muito semelhante para contas Google em diferentes dispositivos. Para quem não usa Android, o gerenciador de senhas do navegador Chrome também opera de forma parecida.

Os proprietários de Samsung Galaxy também têm o Samsung Pass, que usa informações biométricas para acessar contas. Ele funciona em produtos Samsung e não inclui um gerador de senhas, mas integra-se ao aplicativo Samsung Wallet.

Mas, se você deseja um gerenciador de senhas com sua própria senha mestra, armazenamento de documentos e mais flexibilidade entre dispositivos, existem soluções por assinatura. O Wirecutter, site de análises de produtos pertencente ao The New York Times, recomenda os aplicativos 1Password (US$ 48 por ano) e Bitwarden (US$ 20 por ano).

Como as senhas demonstraram sua vulnerabilidade, muitos sites adicionaram autenticação em duas etapas ao processo de login. São aqueles códigos numéricos curtos normalmente enviados por mensagem de texto ao seu celular.

Você pode ativar voluntariamente essa verificação em duas etapas nas configurações de muitos tipos de contas, além de solicitar alertas que mostrem quando estiver conectado. Para maior segurança, muitos especialistas recomendam configurar e usar um aplicativo autenticador separado para receber os códigos em vez de recebê-los por SMS. O Wirecutter recomenda Authy e Google Authenticator. A Microsoft também oferece um aplicativo autenticador.

Chaves de acesso

Com as senhas se mostrando um elo fraco na cadeia de segurança, surgiu um novo padrão de autenticação: as chaves de acesso. (Vale notar que as chaves de acesso são diferentes das chaves físicas de segurança via USB, que representam outro método de autenticação).

Em vez de depender de caracteres alfanuméricos, uma pessoa que usa chave de acesso acessa uma conta usando dados biométricos exclusivos ou um código PIN. É como desbloquear seu celular, sem depender de uma senha — nem correr o risco de ela ser roubada. As chaves de acesso utilizam criptografia sofisticada entre seu dispositivo e o site acessado.

A Apple introduziu as chaves de acesso para iPhone e outros dispositivos em 2022, e o Google começou a disponibilizar chaves de acesso para suas contas em 2023. Samsung e Microsoft também oferecem suporte à tecnologia. Embora ela ainda esteja em estágio inicial, a lista de empresas que usam chaves de acesso vem crescendo e atualmente inclui Amazon, eBay e PayPal. (Com informações do The New York Times)

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