Sábado, 18 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 17 de abril de 2026
Com a presença do governador gaúcho Eduardo Leite e de seu vice, Gabriel Souza, foi realizada nessa sexta-feira (17) a 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva, em Triunfo (Região Carbonífera). O Rio Grande do Sul lidera a produção nacional, com 6,5 mil hectares cultivados por cerca de 350 produtores em mais de 100 municípios e uma expectativa 800 mil litros de azeite na próxima safra.
A cerimônia foi realizada na sede da empresa Milonga e reuniu produtores, líderes do segmento e representantes do poder público. A produção de oliveiras está concentrada principalmente na Metade Sul do Estado, com destaque para os municípios de Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Bagé, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Santana do Livramento, São Sepé, São Gabriel e Sentinela do Sul, regiões que têm ampliado sua participação no mercado nacional de azeites de qualidade.
Durante o evento foi firmado protocolo de intenções para criação do Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura do Rio Grande do Sul. A iniciativa reúne universidades, governo e setor produtivo para ampliar a geração de conhecimento, promover inovação e qualificar a produção.
O centro terá como foco a identificação de demandas da cadeia produtiva, a transferência de tecnologia e a formação de profissionais, além de estimular práticas sustentáveis e aumentar a competitividade do setor no Estado.
Contando com as variedades Arbequina, Arbosana, Koroneiki e Picual, dentre outras, o Rio Grande do Sul concentra a maior produção de azeite do País e acompanha o crescimento do mercado nacional, que deve atingir cerca de 1 milhão de litros até o fim do ano.
A estratégia do governo do Rio Grande do Sul é estimular o avanço da qualificação do produto. Também estão nos planos ampliar mercados e consolidar a olivicultura como vetor de desenvolvimento regional, alinhada às diretrizes de crescimento econômico sustentável.
Com a palavra…
Leite destacou que a olivicultura se consolida como uma agenda estratégica dentro do modelo de desenvolvimento econômico do Estado:
“Estamos estruturando uma política que transforma vocação em valor, integrando produção, ciência e mercado para posicionar o Rio Grande do Sul de forma competitiva. A cadeia da oliva gera renda, atrai investimentos e abre novas oportunidades, como o turismo associado, ampliando o potencial de desenvolvimento regional”.
Ele complementou: “Em um mercado cada vez mais competitivo, nossa estratégia é qualificar, diferenciar e ampliar mercados, valorizando a excelência do que produzimos. Cabe ao Estado garantir as condições para esse avanço, com políticas públicas, certificação de qualidade e apoio à inovação, atuando como parceiro na promoção da competitividade, da agregação de valor e do desenvolvimento sustentável”.
Gabriel Souza, por sua vez, destacou as ações do governo do Estado para ampliar a olivicultura e reforçou a importância de seguir investindo no setor:
“Já são mais de seis mil hectares cultivados no Estado, uma cultura em expansão que conta com o apoio do governo do Estado. Criamos o Pró-Oliva, programa de incentivo à produção, e temos também a Rota das Oliveiras, lei de autoria do deputado Ernani Polo sancionada pelo governador Eduardo Leite, que conecta turismo e olivicultura”, afirmou.
O vice-governador também mencionou a qualidade do produto gaúcho e o trabalho de certificação: “Temos o selo premium, concedido pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia a produtos com qualidade comprovada. Ainda assim, é preciso avançar: o produtor e a cultura da oliva demandam mais apoio e integração com o turismo, para ampliar a produção e gerar emprego e renda no Rio Grande do Sul”.
Já o titular da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, ressaltou o papel articulador do Estado no fortalecimento da cadeia da olivicultura:
“O papel do governo e da máquina pública é se somar ao esforço do setor produtivo, auxiliar e fomentar de forma responsável a institucionalização de políticas de Estado. Hoje somos o maior produtor do país e exemplo a Estados que estão se somando a esse processo”.
(Marcello Campos)